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Hora de agir!


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Prova chocante do quanto o sol pode envelhecer sua pele






















A foto acima mostra um homem de 69 anos. Não é Photoshop: metade do seu rosto parece, realmente, bem mais velha que a outra metade. Como isso aconteceu?

Por conta de seu trabalho como entregador, esse senhor passou 28 anos de sua vida fazendo certas rotas dirigindo um caminhão e expondo mais seu lado esquerdo do rosto ao sol. Os raios ultravioleta do sol refletiam em sua janela e atingiam a sua pele em maior quantidade do lado esquerdo, o que provocou envelhecimento cutâneo, ou fotoenvelhecimento.

Você já deve ter ouvido falar mil vezes da importância de usar protetor solar. Sua mãe já deve ter brigado com você por esse motivo, e você já provavelmente já ficou vermelho como um pimentão por conta do sol, ardendo tanto quanto. Também provavelmente sabe que essa exposição desprotegida ao astro-rei pode causar câncer de pele.

Se nada disso lhe convenceu o suficiente a se cuidar, quem sabe o exemplo desse caminhoneiro seja o empurrãozinho que faltava. Afinal, quando mexe com a aparência ou com dinheiro, as coisas parecem ter mais impacto na sociedade atual.

Esse caso em particular foi estudado pelos dermatologistas Jennifer R.S. Gordon e Joaquin C. Brieva, da Universidade Northwestern (EUA). Segundo eles, o caminhoneiro possui uma condição chamada de fotoenvelhecimento (dermatoheliosis unilateral), resultante da exposição crônica aos raios UVA e UVB do sol.

A radiação ultravioleta faz parte da luz solar que atinge a Terra. Ela tem três tipos, A, B e C, e apenas os dois primeiros atingem nosso planeta. Ao penetrar na nossa pele, esses raios (UVA e UVB) desencadeiam reações imediatas como queimaduras solares, alergias (desencadeadas pela luz solar) e bronzeamento.

A longo prazo, também podem provocar o envelhecimento cutâneo (o fotoenvelhecimento) e alterações celulares que, através de mutações genéticas, podem levar ao câncer da pele.

E, se você acha que está seguro desses raios por enquanto por que estamos no inverno, está muito enganado. A maior parte do espectro ultravioleta, a radiação UVA, possui intensidade constante durante todo o ano, atingindo a pele praticamente da mesma forma durante o inverno e o verão, e sendo a principal responsável pelo fotoenvelhecimento.

Fugir do sol para se bronzear em câmaras artificiais também é uma péssima escolha:
o UVA está presente nessas câmaras muitas vezes em doses mais altas do que na radiação proveniente do sol.

O UVB, por outro lado, é mais incidente no verão, especialmente nos horários entre 10 e 16 horas, quando a intensidade dos raios atinge seu máximo. Por isso precisamos ter cuidado especial no verão: os raios UVB, apesar de penetrarem superficialmente, são os principais responsáveis pelas alterações celulares que predispõem ao câncer da pele.

O fotoenvelhecimento

A expressão fotoenvelhecimento é usada hoje em dia para caracterizar alterações causadas pelo sol em nossa pele, como rugas, manchas, asperezas, etc. Foi o que os dermatologistas viram no rosto do caminhoneiro: um engrossamento e enrugamento gradual da pele do lado esquerdo por conta da exposição solar.

Não sei se você sabia disso, mas não é o processo de envelhecer em si que altera nossa pele. O processo que a danifica é o sol! Ele é o responsável por essa aparência “velha” de uma pele, que pode deixar alguém parecendo ter bem mais idade do que realmente tem.

Toda a exposição que temos ao sol no nosso dia-a-dia, andando de carro, caminhando, praticando esportes, etc, é o que altera e envelhece nossa pele. Por exemplo, confira duas simulações, que, com muita dificuldade, mas usando nossas melhores habilidades como usuários do Paint, conseguimos criar para vocês visualizarem a diferença que o sol causa na nossa pele.

A imagem continua sendo do caminhoneiro. A primeira reflete um rosto que não foi exposto sem proteção ao sol, e a segunda, um rosto envelhecido pela exposição solar.

O melhor conselho que já foi inventado até hoje permanece: use protetor solar. Veja aqui outras dicas para evitar o fotoenvelhecimento.[Gizmodo, NEJM, Dermatologia, MundoMulher]


 

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Nova técnica permite identificar, pelo hálito, quando o paciente possui alterações cardíacas

Uma técnica desenvolvida por pesquisadores do Incor (Instituto do Coração), do Hospital das Clínicas, faz o diagnóstico de insuficiência cardíaca de forma rápida, precisa e mais barata, por meio, apenas, do sopro. O exame é feito com um pequeno aparelho que mede o nível de acetona (substância de cheiro forte, produzida durante os processo de metabolismo do corpo) presente no ar expelido pelo paciente. Quanto maior o nível, mais elevado é o estágio da doença.

A nova técnica pretende facilitar o diagnóstico principalmente em postos de atendimento que não são especializados em doenças do coração. Atualmente, a constatação da insuficiência é feita por um exame de sangue, que verifica a presença de uma substância chamada bnt. “O novo exame é tão preciso quanto o atual, pois observamos que o nível da acetona no ar exalado cresce de maneira proporcional ao nível do biomarcador bnt no sangue”, ressaltou o médico do InCor Marcondes Bacal.

Além disso, o novo exame custará cerca de 30% do valor cobrado na análise do sangue. “O exame de sangue custa mais de R$ 100. A troca vai reduzir custo para o pacientes e até para o SUS [Sistema Único de Saúde]”, destaca o médico.

Segundo Fernando Bacal, a insuficiência cardíaca é a etapa final de uma série de doenças que atingem o coração, como miocardites, doença de chagas e infartos. O órgão fica debilitado e passa a bombear o sangue com menos força. Isso causa retenção de líquidos, inchaços, acumulo de água no pulmão e principalmente falta de ar e cansaço excessivo aos esforços. “Cerca de 10% dos pacientes que atingem esse nível da doença necessitam de transplante e aproximadamente 50% correm o risco de morrer.”

O médico disse que o estudo dessa nova técnica surgiu quando se observou que os pacientes em fase avançada da doença exalavam um forte cheiro pela boca ao falar. “O hálito deles tem um odor peculiar, que chamou a atenção. A pesquisa investigou qual era esse elemento [que causava o cheiro] e identificou a acetona como um novo biomarcador da doença, capaz de confirmar a insuficiência cardíaca”, explicou o médico. Com informações da Agência Brasil.

 

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Variação nas células torna algumas pessoas capazes de controlar a AIDS sem uso de medicamento

 


Cientistas descobriram que pequenas variações nas células humanas tornam possível que algumas pessoas com HIV tenham uma vida saudável sem necessidade de medicação.

As variações são em uma proteína chamada HLA-B. Elas podem fazer uma grande diferença na capacidade do organismo em combater uma infecção por HIV. As variações na HLA-B determinam se uma pessoa é um “controlador de HIV”, o que significa que ela irá se manter saudável apesar de estar infectada. Segundo o estudo, cerca de 1 em 300 pessoas com HIV são “controladores de HIV”, ou seja, tem um sistema imunitário que controla a sua infecção sem a necessidade de medicação.

Os pesquisadores afirmam que a partir dessa descoberta foram capazes de dizer de forma inequívoca que é a natureza da interação que determina se uma pessoa terá uma resposta imunológica eficaz e capaz de controlar o vírus, ou uma resposta imunológica ineficaz.

A HLA-B trabalha “desviando” o HIV, quando ele já está dentro das células. Quando o vírus entra na célula, ele constrói uma “fábrica” onde mais vírus são produzidos. A HLA-B pega um pedaço do vírus e o “revela” na superfície da célula, semelhante a um “sinal” para alertar o sistema imunológico de que a célula foi infectada. Em seguida, os anticorpos do organismo podem destruir a célula e o vírus.

Certas mudanças estruturais são o que permitem que a HLA-B “agarre firmemente” um pedaço de vírus e “exiba-o” na superfície da célula. Sem essas mudanças, a proteína não consegue desempenhar essa função de maneira correta, tornando impossível que uma célula imunológica veja o “sinal” e saiba que tem que destruir a célula.

Os cientistas verificaram o genoma de cerca de 1.000 controladores de HIV e 2.600 pessoas com infecções progressivas de HIV para encontrar essas variações. A pesquisa chegou a cinco aminoácidos (blocos de construção das proteínas) dentro da HLA-B que determinam se ela é capaz de “segurar” o vírus e dar o sinal para o sistema imunológico.

A descoberta é o primeiro passo no desenvolvimento de uma vacina que possa imitar a resposta imune natural de uma célula, e abre a porta para novas pesquisas que possam compreender como o mecanismo funciona de forma eficaz.

Segundo os pesquisadores, talvez os resultados também possam ser aplicados a outros vírus, como hepatite C. Por enquanto, os esforços se concentram em tentar modelar a interação entre os aminoácidos de HLA-B e o vírus para criar uma futura vacina. [
LiveScience]

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Obesidade e pouco sono andam de mãos dadas


Falta de sono pode levar à obesidade? Uma pesquisa feita na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e publicada no periódico especializado “The American Journal of Human Biology”, revela ligação entre obesidade e insônia, e explora como a falta de sono impacta a regulação de apetite, debilita o metabolismo da glicose e aumenta a pressão sanguínea.

“A obesidade se desenvolve quando a quantidade de energia que entra é maior que a quantidade gasta. Uma dieta inadequada e a falta de atividade física têm um papel importante quando se fala de obesidade, mas um fator adicional pode ser a falta de sono”, afirma a antropóloga biomédica Kristen Knutson, líder do estudo. “A insônia geralmente desregula o apetite e leva a um consumo maior de energia”.

Segundo Knutson, dormir menos de seis horas está altamente relacionado com índices maiores de massa corporal. Seus estudos mostraram como sinais cerebrais, que controlam a regulação do apetite, sofrem impactos com restrições do sono. A secreção de alguns hormônios, como a grelina e a leptina, que aumentam o apetite e indicam quando o corpo está satisfeito, respectivamente, é desregulada.

“Apenas nos Estados Unidos, estima-se que 18% dos adultos dormem menos que seis horas, o que totaliza 53 milhões de pessoas que estão associadas ao risco da obesidade”, explica a estadunidense.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é o quinto principal problema de saúde pública no mundo, levando ao óbito 2,8 milhões de adultos a cada ano. No Brasil, a doença vem crescendo em ritmo alarmante. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população adulta do país está acima do peso.

Por isso, uma boa noite de sono é sempre recomendável.

[ScienceDaily]


 

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Especial - Fim de Semana Saudável 


 

Preguiça do final de semana dobra as calorias da dietaCalorias em excesso e poucos nutrientes põem todo o esforço anterior a perder Durante a semana, nada te faz cair em tentação e você segue o cardápio da dieta à risca. Tanto esforço e determinação, no entanto, não se aplicam aos sábados e domingos. Afinal, os dias de descanso sugerem que até a atenção debruçada sobre os alimentos merece uma folga. Os direitos que você dá a si mesmo, no entanto, podem resultar em muitas calorias e prejudicar a conquista do objetivo final.

Antes de tudo, é importante lembrar que sua meta de emagrecimento não precisa ser atingida à base de um menu com baixíssimas calorias, conforme explica a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella. Ao seguir um cardápio balanceado, você não sente tanta necessidade de extrapolar nos finais de semana. Conforme sexo, idade, estatura, peso e nível de atividade física, você deve seguir um cardápio especialmente voltado para o seu perfil. "Cada pessoa, de acordo com suas características particulares, apresenta uma determinada quantidade calórica para manter o peso" , afirma Roberta.

Já os interessados em emagrecer, precisam reduzir as calorias do cardápio que seguem para manter o peso. Ou seja, a quantidade de calorias indicada para a eliminação de peso está associada à quantidade calórica que a pessoa precisa para mantê-lo. "Obtendo essa necessidade calórica para a manutenção do peso, é feita uma restrição de calorias. Normalmente, há uma diminuição de 500 calorias diárias para iniciar a eliminação", exemplifica a especialista.

Ainda de acordo com a nutricionista, se uma pessoa precisa de 2.100 calorias para manutenção do peso, uma dieta de 1.600 calorias diárias será indicada para eliminar meio quilo por semana. Assim, derrubamos a idéia de que, para emagrecer, é necessário seguir uma alimentação altamente restrita, com 1.200 calorias ou menos , reforça. Ela afirma que alguns casos de grande excesso de
peso pedem uma dieta mais restritiva, mas alerta que a restrição calórica deve ser gradual.

Escapulidas que somam muitas calorias

Mudar o cardápio aos finais de semana com a idéia de recompensa é uma atitude enganadora. Muita gente confunde variedade com excesso de calorias , alerta Roberta. Ela afirma que uma alimentação equilibrada engloba variedade de alimentos e sabores, deixando a monotonia de lado. Assim, você não precisa se esbaldar nos dias que encerram a semana.

Ao deixar toda a consciência do menu saudável de lado para se deliciar nos fins de semana, você acaba subestimando a importância que os alimentos têm para a sua saúde e, além disso, da influência deles no processo de
emagrecimento. Optando por produtos refinados, ricos em gorduras, doces e bebidas alcoólicas, por exemplo, é de se esperar que o excesso de calorias ocorra , constata a especialista do Minha Vida.

Para provar que os deslizes não são nada convenientes ao seu projeto de emagrecimento, a nutricionista montou um cardápio com exemplos de alimentos que costumam fazer parte dos dias de folga de quem está de dieta. Confira o resultado excessivo de calorias.Café da manhã

Café-da-manhã
- 1 unidade de pão francês
- 2 colheres (sobremesa) de manteiga
- 1 copo de leite integral
- 2 colheres (sopa) de achocolatado
Total: 525 calorias

Almoço
- 4 colheres (sopa) arroz branco
- 1 concha média de feijoada
- 2 colheres (sopa) de farofa
- 2 bolas de sorvete de morango
Total: 745 calorias

Jantar
- 1 pedaço de pizza de calabresa
- 1 pedaço de pizza de frango com catupiry
- 2 tulipas de chope
- 1 taça de mousse de limão
Total: 1.113 calorias

Total do dia: 2.383 calorias

Estragos além das calorias

Se os problemas girassem apenas em torno do excesso de calorias ingeridas, talvez seu maior prejuízo fosse ver o ponteiro da sua balança estagnado. O fato é que as escapadinhas de final de semana representam mais do que isso. Os exageros podem resultar em aumento do consumo de ingredientes perigosos à saúde.

Grandes quantidades de sal provocam acúmulo de líquidos no organismo e podem levar ao desenvolvimento de hipertensão. Já a
gordura saturada, leva ao aparecimento de doenças cardiovasculares. Produtos refinados são pobres em fibras (responsáveis pela sensação de saciedade) e de nutrientes, principalmente, vitaminas e minerais , aponta.

Roberta lembra também das bebidas alcoólicas que, além de calóricas, não oferecem nutrientes que justifiquem o consumo. A exceção fica por conta do vinho, quando consumido com moderação, como uma taça por refeição.  Frutas

Outro ponto destacado por Roberta Stella sobre os prêmios calóricos diz respeito à repetição de tais excessos. Cometer um excesso pode ser a partida para retomar os velhos hábitos alimentares, levando ao ganho de peso novamente , frisa a especialista.

Para emagrecer com sucesso, a nutricionista garante que não é preciso exagerar na determinação. O segredo revelado por ela é variedade e bom senso. Faça escolhas inteligentes, simplifica. Se for à pizzaria no sábado à noite, opte por um pedaço de pizza da sua preferência.

Abaixo, ela dá mais exemplos de como você pode reduzir as calorias consumidas no final de semana, sem deixar seus programas favoritos de lado. 

Café-da-manhã
- 1 fatia de pão de forma integral light
- 1 pote de iogurte desnatado
- 2 colheres (sopa) de granola
Total: 214 calorias

Lanche da manhã
- 1 unidade de maçã
Total: 85 calorias

Almoço
- 2 colheres (sopa) cheias de arroz
- 1/2 concha de feijão
- 1 filé médio de peito de frango grelhado
- 2 colheres (sopa) de legumes cozidos
- salada de alface à vontade
- 1/2 unidade média de mamão papaya

Total: 335 calorias 
 

Lanche da tarde
- 1 unidade de barrinha de cereais
Total: 100 calorias

Jantar
- 1 copo de suco de abacaxi com adoçante
- 1 fatia de pizza de calabresa
Total: 434 calorias

Total do dia: 1.168 calorias

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Resistencia a antibióticos pode acabar com a medicina moderna

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo está entrando em uma crise de resistência a antibióticos, que pode acabar com a medicina moderna.

Margaret Chan, diretora geral da OMS, alerta para o fato de que as bactérias estão ficando tão resistente aos antibióticos comuns, que isso poderia trazer nossa medicina a um ponto catastrófico. No fim, todo antibiótico pode se tornar inútil.

E estamos falando de medicamentos importantes para doenças como tuberculose, malária, infecções e HIV/AIDS. Nessa nova era pós-antibiótica, os medicamentos poderiam ficar mais caros e necessitar de períodos de tratamento mais longos para surtir o mesmo efeito do que os remédios antuais.

“Coisas comuns como uma garganta inflamada ou um machucado no joelho de uma criança podem voltar a matar. Nós estamos perdendo nossos melhores antibióticos”, afirma Chan. “Os tratamentos de substituição são mais caros, mais tóxicos e precisam de durações maiores. Para pacientes com doenças resistentes a medicamentos, a mortalidade pode subir em até 50%”.

De acordo com a organização, o culpado é o uso errado dos antibióticos, que não são prescritos de maneira certa e usados muito frequentemente e por muito tempo.

[Telegraph]

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Alerta! Muitos ataques cardíacos não causam dores no peito

 


Dores súbitas no peito é o marco clássico de um ataque cardíaco. Mas um grande estudo mostra que muitas pessoas que são levadas para hospitais devido a ataques cardíacos nunca tiveram tais dores, e, como resultado, acabam não tratando o evento de maneira rápida.

As consequências podem ser especialmente mortais no caso de mulheres jovens ou de meia idade. Em um novo estudo, com 1,1 milhões de pessoas, surpreendentes 42% das mulheres admitidas em hospitais por ataques cardíacos nunca tiveram uma dor no peito. Elas também têm mais chance de morrer após um ataque; a taxa de mortalidade entre as mulheres, no estudo, foi de quase 15%, comparado a 10% entre os homens.

“O que vemos é que muitas das mulheres não têm a clássica apresentação de um ataque cardíaco”, afirma o médico John G. Canto, autor do estudo. “Então elas podem não reconhecer um ataque cardíaco, e possivelmente algumas dessas pacientes chegam tarde demais para os procedimentos de salvamento”.

Doenças cardíacas são a causa principal de mortes entre homens e mulheres em todo o mundo, matando cerca de sete milhões por ano. Até a década de 80, o ataque era considerado um problema principalmente masculino, e muitos estudos que focavam apenas em homens formaram um quadro típico, e estreito, dos sinais de um ataque cardíaco: dor no peito, falta de ar e dor radiante no pescoço, costas, mandíbula e braços.

Mas pesquisas melhores, desde então, mostraram que além das mulheres exibirem esses sintomas, elas também têm mais chances de mostrarem outros menos associados com um ataque, como distúrbios de sono e fadiga severa inexplicável nos dias e semanas anteriores, assim como suar frio, fraqueza e tontura durante o ataque.

No novo estudo, Canto e seus colegas usaram dados do registro nacional americano de pessoas admitidas em hospitais por ataques cardíacos, entre 1994 e 2006, para analisar as diferenças nos sintomas e níveis de mortalidade entre homens e mulheres.

As análises mostraram que as dores no peito são de fato o sintoma mais frequente de um ataque cardíaco, tanto em mulheres quanto em homens. Mas uma minoria considerável dos pacientes, cerca de 35% do total, nunca apresentou as dores.

Em mulheres com menos de 55 anos que tiveram ataques cardíacos, mas não apresentaram desconforto no peito, o risco de morte no hospital foi de duas a três vezes maior do que homens com a mesma idade e sintomas clássicos de ataque. Mas “a diferença declinou e quase desapareceu com o aumento de idade”, afirma Canto.

Ninguém sabe exatamente porque os sintomas de ataque cardíaco são diferentes entre homens e mulheres, mas Canto especula que muitos fatores podem estar envolvidos, incluindo hormônios. Muitas mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais, por exemplo, tendem a ter vasos sanguíneos e artérias mais “grudentos” do que homens.

“Nós também sabemos que entre as mulheres, especialmente as mais jovens que tiveram ataques cardíacos, o mecanismo de formação do coágulo sanguíneo no coração pode ser diferente do que entre homens jovens”, afirma.

Canto afirma que aqueles que estão tendo um ataque cardíaco, mas não sentem as dores no peito, podem não se dar conta do que está acontecendo, e quando se apresentam para um tratamento, o médico pode não considerar imediatamente a possibilidade de um ataque, principalmente no caso de mulheres. Como resultado, as chances de ir imediatamente para cirurgia ou outros procedimentos caem.

Para o médico Mario Garcia, da Associação Americana do Coração, a realidade é que muitos médicos tendem a não pensar que mulheres jovens tenham ataques cardíacos, e elas também não procuram tanta atenção médica nesse caso.

“Homens são rápidos para correr até um especialista”, afirma Garcia, que não esteve envolvido no estudo. “As mulheres se preocupam mais com o marido do que com elas mesmas”.

 [Telegraph]

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Qual o mínimo de exercícios necessários para ficar em forma? 

 


Um grupo de cientistas do Canadá questionou: qual é o mínimo de exercícios necessário para ficar em forma?

A resposta parece ser: muito menos do que a maioria de nós pensa – desde que estejamos dispostos a trabalhar um pouco.

Para provar essa ideia, os pesquisadores da Universidade McMaster reuniram recentemente vários grupos de voluntários. Um grupo era composto de homens e mulheres de meia-idade e sendentários, porém saudáveis. O outro consistia em pacientes de meia-idade e idosos que haviam sido diagnosticados com doença cardiovascular.

Os pesquisadores testaram a frequência cardíaca máxima de cada voluntário e o pico de potência em uma bicicleta ergométrica. Em ambos os grupos, os picos não foram muito elevados; todos os voluntários estavam fora de forma e, no caso dos pacientes cardíacos, indispostos. Mas eles, bravamente, concordaram em realizar um recém-criado programa de ciclismo.

Grande parte das pessoas já ouviu falar em intercalar atividades extenuantes com períodos de descanso. Quase todos os atletas competitivos fazem, estrategicamente, uma ou duas sessões de treinamento intercalado a cada semana para melhorar velocidade e resistência.

Mas os pesquisadores canadenses não queriam que os voluntários colocassem poucas sessões de atividades intercaladas nas rotinas dos exercícios normais. Em vez disso, os pesquisadores queriam que os grupos praticassem exclusivamente exercícios com intervalos.

Durante anos, muitas organizações têm recomendado que para ter uma boa saúde é preciso fazer 30 minutos ou mais de atividade contínua, um exercício de intensidade moderada, como uma caminhada, cinco vezes por semana.

Mas milhões de pessoas não praticam atividades físicas moderadas; na verdade, não fazem quase nenhum exercício. Quando questionados sobre o porquê disso, a maioria dos entrevistados responde que “não tem tempo”.

Atividades intercaladas, no entanto, requerem pouco tempo. Elas são, por definição, curtas. Mas se a maioria das pessoas pode tolerar atividades em intervalos, e se, por sua vez, os intervalos promovem os mesmos benefícios para saúde e boa forma, não têm sido muito investigado.

Há vários anos, os cientistas McMasters testaram um treino punitivo, conhecido como treinamento intercalado de alta intensidade, que consistiu em 30 segundos de esforço a 100% na frequência cardíaca máxima da pessoa. Depois de seis semanas, estas sessões desgastantes produziram alterações fisiológicas nos músculos das pernas de homens jovens semelhantes as mudanças promovidas por longas horas de sessões semanais de ciclismo na bicicleta ergométrica, embora os exercícios realizados tenham gastado 90% menos tempo.

Reconhecendo, no entanto, que poucas pessoas estão dispostas ou têm condições de praticar exercício a todo vapor, os pesquisadores também desenvolveram um treino mais tranquilo, mas ainda de maneira cronometrada e abreviada. Esta rotina modificada consistia em um minuto de esforço intenso a cerca de 90% na frequência cardíaca máxima, seguido por um minuto de recuperação. O esforço e a recuperação são repetidos 10 vezes, em um total de 20 minutos.

Apesar do curto período de tempo deste programa, após várias semanas de prática, tanto os voluntários sedentários quanto os pacientes cardíacos apresentaram melhorias significativas na saúde e na forma física.

Os resultados foram especialmente notáveis em pacientes cardíacos. Eles apresentaram “melhorias significativas” no funcionamento dos vasos sanguíneos e coração.

Pode parecer contraditório que o exercício extenuante seria produtivo ou mesmo inteligente para pacientes cardíacos. Mas, até agora, ninguém desenvolveu problemas cardíacos por conta dos exercícios.

Quase tão surpreendente quanto os resultados é o fato de os pacientes cardíacos terem abraçado a rotina. Embora suas avaliações sobre a percepção de esforço ou a sensação de desconforto a cada rodada de intervalos tenha sido elevada e, provavelmente, precisa, com uma média de 7 ou mais numa escala de 10 pontos, eles relatam desfrutar mais as sessões intercaladas do que o exercício moderado contínuo.

O trabalho duro é curto, por isso é tolerável.

Os cientistas notaram outros benefícios em estudos anteriores. Para os voluntários sedentários, porém saudáveis, duas semanas de treinamento intenso possibilitou a formação de muito mais proteínas celulares envolvidas na produção de energia e oxigênio. O treinamento também melhorou a sensibilidade à insulina dos voluntários e a quantidade de açúcar no sangue, diminuindo o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Com isso, os cientistas fizeram um pequeno experimento, acompanhando pessoas com diabetes tipo 2. Eles descobriram que, mesmo com uma simples sessão de um minuto intenso e um minuto de descanso, com 10 repetições, a dosagem de açúcar no sangue melhora ao longo do dia seguinte, particularmente após as refeições.

Claro, o estilo de treino intenso não é o ideal ou o necessário para todos. Segundo os cientistas, se a pessoa tiver tempo para treinamentos compostos por exercícios regulares de resistência de 30 minutos ou mais deve mantê-los. Há ciência mostra que estes treinamentos são muito eficazes na melhoria da saúde e da boa forma.

Mas se houverem restrições de tempo para manter longas sessões de exercício, consulte um médico para verificar a possibilidade de pedalar rapidamente em uma bicicleta ergométrica ou correr por cerca de um minuto, com o objetivo de aumentar a frequência cardíaca em cerca de 90% do máximo.

[NYTimes]

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Cem anos de guerra contra as drogas 

 


Há exatamente 100 anos, começava em Haia a guerra contra as drogas. No dia 23 de janeiro de 1912, representantes de doze países se reuniram na cidade holandesa para assinar o primeiro acordo internacional regulamentando o comércio de drogas, a Convenção Internacional do Ópio. Pouca coisa mudou nestes 100 anos: os Estados Unidos ainda praticam uma política agressiva de proibição. E os holandeses ainda preferem regulamentar o uso de drogas.

Marcel de Kort, autor de um livro sobre a história da política de drogas na Holanda, diz que o país nunca foi a favor de medidas repressivas. “Os holandeses sempre tiveram suas dúvidas sobre a abordagem internacional de proibição. Já em 1920 eles definiram a abordagem norte-americana como ‘idealismo destrutivo’.

Lucros
Na época da convenção do ópio, as dúvidas holandesas sobre a proibição eram alimentadas pelo dinheiro. O comércio internacional de drogas era um negócio lucrativo. O comércio de ópio e morfina vinha se expandindo constantemente desde a segunda metade do século 19. A Alemanha, a Grã-Bretanha e a França estavam lucrando, mas não se comparavam à Holanda. As plantações em Java deram à

Companhia das Índias Orientais Holandesas uma posição de liderança no mercado, registrando lucros de 26 milhões de florins com o ópio em 1914, antes da convenção entrar em vigor. * A cocaína também era um negócio lucrativo para pelo menos
uma empresa holandesa, que vendia a droga para exércitos dos dois lados durante a Primeira Guerra Mundial.

Mas se o comércio de drogas era um negócio tão bom, por que a Holanda foi a sede da convenção? Marcel Kort diz que os holandeses decidiram que, ‘se não pode vencê-los, una-se a eles’. A participação ativa no que era considerado um desdobramento indesejável, mas inevitável, seria mais útil para proteger os interesses econômicos holandeses do que continuar protelando.

Tática dilatória
Haia quase perdeu a vez. Os Estados Unidos, apoiados pela China, tentavam havia três anos reunir os principais países envolvidos a concordar com um tratado, mas potências europeias continuavam adiando. Um médico norte-americano que foi a principal força motora da convenção finalmente se cansou. Depois de saber que haveria mais um adiamento, o médico contatou o embaixador holandês numa área remota do estado do Maine e o instruiu severamente a definir uma data para a convenção. Caso contrário, ele mesmo a organizaria, em Washington DC. A ameaça funcionou. Após seis semanas de negociações, o primeiro tratado internacional regulamentando as drogas foi assinado na Holanda.

Ponto crucial
A Holanda e outras potências europeias conseguiram diminuir a força da convenção de 1912, mantendo a ênfase na regulamentação do comércio e não na proibição total do uso de drogas. O acordo cobria quatro drogas: ópio, morfina, cocaína e heroína. Não regulamentava drogas sintéticas, graças ao lobby da indústria farmacêutica, dominada pela Alemanha.

A implementação do tratado foi protelada até o final da primeira Guerra Mundial. Ele então foi incluído no Tratado de Versalhes, que pôs fim à guerra. Assim, 60 países foram submetidos à convenção, em vez de apenas os doze originais. Além da regulamentação do comércio internacional, a convenção também requeria que todos os signatários aprovassem uma legislação nacional controlando o uso de drogas. Portanto, muitas das leis nacionais regulamentando o uso de drogas também podem ser rastreadas àquele dia de inverno em Haia, em 1912.

Cem anos de disputas
As disputas diplomáticas sobre regulamentação versus proibição, que começaram com negociações para a convenção de 1912, continuam até hoje. Os Estados Unidos abandonaram uma conferência em 1925 porque não seria suficientemente rígida. Só em 1961 os EUA finalmente conseguiram empurrar um tratado mais proibitivo.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, estabelecido em 1997, adotou a política de tolerância zero favorecida pelos Estados Unidos. A política holandesa de drogas hoje ainda se inclina para a regulamentação, mas várias medidas adotadas recentemente mostram uma tendência a mais proibição.

Ironicamente, enquanto a Holanda parece estar dando passos para trás em sua abordagem liberal, vários outros países estão se voltando para políticas que lidam com o uso de drogas como um problema social e de saúde, em vez de criminal. E um coro cada vez mais forte de vozes vindas das esferas científica, política e social está declarando que a guerra contra as drogas foi perdida e a tolerância zero foi trocada por tolerância sob condições estritas.

* cifra citada no livro
‘Economic Histories of the Opium Trade’, de Siddharth Chandra, Universidade de Pittsburgh.

fonte

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Alcançada cura de diabetes tipo 1 com células-tronco

Diabetes tipo 1 é causada pelo próprio sistema imunológico do corpo, que ataca células do pâncreas e requer injeções diárias de insulina para regular os níveis de glicose no sangue do paciente.

Um novo método usa células-tronco do sangue do cordão umbilical para re-educar as células dos diabéticos, reiniciando a função pancreática e reduzindo a necessidade de insulina.

Em um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Illnois, nos Estados Unidos, células-tronco de pessoas saudáveis foram usadas para educar as estruturas de defesa do corpo dos diabéticos. O progresso dos pacientes foi verificado nas semanas 4, 12, 24 e 40 depois da terapia.

Peptídeos C são fragmentos de proteína produzidos como um subproduto da fabricação de insulina e podem ser usados para determinar o quão bem as células beta (responsáveis por sintetizar e secretar o hormônio insulina) estão funcionando.

Depois de 12 semanas do tratamento, todos os pacientes que participaram da terapia com células-tronco melhoraram seus níveis de peptídeos C. A melhora continuou depois de 24 semanas e foi mantida até o fim do estudo.

Isto significa que a dose diária de insulina necessária para manter os níveis de glicose no sangue pode ser reduzida. O indicador de hemoglobina glicosilada (HbA1C) a longo prazo também caiu para pessoas que receberam o tratamento.

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ScienceDaily]

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Câncer de boca atinge quase 15 mil brasileiros por ano, mas pode ser evitado com auto-exame

 


Uma forma de câncer pouco falada e que afeta milhares de brasileiros todos os anos também é uma das modalidades da doença mais facilmente identificáveis. O câncer de boca atingiu no ano passado 14.120 pessoas, sendo 10.330 homens e 3.790 mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Os principais fatores de risco são o fumo, a ingestão de bebidas alcoólicas e contaminações pelo vírus HPV, contraído em relações sexuais.

Os dados foram divulgados durante o lançamento da segunda etapa da Campanha Nacional contra o Câncer de Boca ontem (14), que ocorreu durante o 8º Simpósio Internacional de Prótese e Implante, que se encerra hoje no Rio. Por causa da doença, os pacientes têm diversas partes do rosto atingidas - incluindo olhos, bochechas e orelhas - o que só pode ser revertido com a retirada das áreas comprometidas e o implante de próteses e tecidos.

O coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, explicou que a melhor forma de se evitar a doença é a prática de hábitos saudáveis, aliada ao autoexame da boca, o que pode ser feito diante de um espelho.

“Nós podemos diminuir o número de casos. O esforço que o governo tem feito é que se massifiquem as informações de prevenção, como o controle do tabagismo e das bebidas alcoólicas, além dos protetores labiais para pessoas cotidianamente expostas ao sol. Ao menor sinal de alteração na mucosa bucal, deve se procurar orientação médica ou odontológica”, disse Pucca.

Durante o autoexame, deve-se procurar por sinais como feridas que não desaparecem, nódulos ou caroços, dor persistente na boca, manchas brancas, vermelhas ou rochas dentro da boca, dificuldade para mastigar, engolir ou mexer a língua, inchaço ou dor no maxilar, dor constante na orelha, sangramento na boca, rouquidão. Na dúvida, o próprio dentista pode ajudar a diagnosticar, encaminhando o paciente ao serviço especializado.

Para o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, é importante detectar a doença nas fases iniciais, pois a maior parte das pessoas - cerca de 80% - só descobre o câncer de boca nas fases avançadas, o que dificulta o tratamento. Segundo ele, a taxa de mortalidade do câncer de boca gira em torno de 13%, considerada alta para os padrões da doença.

“É um câncer evitável e que se for detectado precocemente é curável. A campanha tem o benefício de mobilizar e esclarecer a sociedade de que é importante prestar atenção na doença. O autoexame deve fazer parte de uma campanha global, que também precisa oferecer o serviço odontológico. O profissional que trabalha nas campanhas públicas, como o Brasil Sorridente [do Ministério da Saúde], tem que ser treinado para detectar as doenças que existem, mas às vezes ele não vê”, disse Santini.

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15 maneiras de potencializar seu metabolismo

 


Por Bruno Calzavara

Não! Esse artigo não lhe dá dicas de dietas malucas para perder peso em duas horas. Trata-se de maneiras simples e eficazes de deixar sua vida mais saudável e potencializar o metabolismo de seu corpo. Se isso levar ao emagrecimento, que assim seja.

Por exemplo, você pode perder peso mais rápido, melhorando o processo de queima de gordura do seu corpo. Mesmo antes de você começar a se exercitar, você pode usar muitos truques para eliminar a gordura visceral – aquela que se instala nas vísceras, entre os órgãos vitais – e começar a perder peso rapidamente.

1 – Não faça dieta! 

Depois de todos esses anos, você agora descobrirá a verdade: o segredo para uma dieta bem sucedida não é comer menos, mas sim comer mais – mais alimentos com alta densidade nutricional – para mantê-lo satisfeito durante o dia todo.

Isso é importante porque a restrição de comida mata o seu metabolismo. Ela faz com que seu corpo pense: “Ei, estou morrendo de fome aqui!” – o que provoca a redução de sua taxa metabólica, a fim de reter as reservas de energia existentes. O que é pior, se a escassez de alimentos (ou seja, sua dieta extrema) continuar, você vai começar a queimar tecido muscular ao invés da gordura visceral. Seu metabolismo cai ainda mais, e a gordura passa a reivindicar um território ainda maior.

2 – Vá para cama mais cedo 

Um estudo realizado na Finlândia observou pares de gêmeos idênticos e descobriu que os gêmeos que dormiam menos apresentavam maior nível de estresse e tinham mais gordura visceral. Ou seja, nada de mergulhar madrugada adentro tuitando e cuidando de sua plantação de tomates no facebook. Assim que chegar ao fim do item 15, boa noite!

3 – Coma mais proteína

 


Seu corpo precisa de proteínas para manter a massa muscular magra. No estudo realizado em 2006, chamado “O papel subestimado do músculo na saúde e na doença”, publicado na Revista Americana de Nutrição Clínica, os pesquisadores argumentaram que a presente dose diária recomendada de proteína – 0,36 gramas por quilo de peso corporal – foi criada utilizando dados obsoletos e é totalmente inadequada.

Os cientistas recomendam uma quantidade entre 0,8 e 1 grama por quilo de peso corporal. Adicione 85 gramas de carne magra, duas colheres de sopa de nozes ou 225 gramas de iogurte de pouca gordura a cada refeição ou lanche.

4 – Coma alimentos orgânicos o máximo que você puder 

Pesquisadores canadenses relataram que pessoas que estão de dieta e apresentam alto nível de organoclorados (pesticidas poluentes, que são armazenados em células de gordura) experienciam uma queda maior do que o normal no metabolismo, talvez porque as toxinas interfiram no processo de queima de energia.

Em outras palavras, pesticidas tornam mais difícil a tarefa de perder alguns quilos. Outras pesquisas sugerem que os pesticidas podem ainda mesmo provocar ganho de peso.

É claro que nem sempre é fácil de encontrar – ou de ter dinheiro para pagar – todos os tipos diferentes de produtos orgânicos. Então, você precisa saber quando ser orgânico faz bastante diferença – e quando não é assim tão importante.

Cebola, abacate, toranja? Não é necessário. Opte pelos orgânicos na compra de aipo, pêssego, morango, maçã, nectarina, pimentão, verduras, espinafre, couve, cereja, batata… ufa! E uvas importadas, pois elas tendem a ter níveis mais elevados de pesticidas. Uma regra simples: se você pode comer a casca, escolha o orgânico.

5 – Levante-se 

A diferença entre ficar sentado ou em pé no local de trabalho pode desempenhar um papel importante na sua saúde. Em um estudo, pesquisadores descobriram que a inatividade (4 horas ou mais sentado) acarreta quase a parada de uma enzima que controla o metabolismo da gordura e do colesterol. Para manter essa enzima ativa e aumentar a queima de gordura, levante-se da cadeira de tempos em tempos. Vale qualquer coisa, ir até a mesinha do café, dar um pulo no banheiro ou mesmo ficar de pé enquanto fala ao telefone.

6 – Beba água gelada 

Pesquisadores alemães descobriram que beber seis copos de água fria por dia (cerca de 1,4 litros) pode aumentar o metabolismo de repouso em cerca de 50 calorias diárias, o suficiente para perder 5 quilos em um ano. O aumento pode vir do trabalho que o organismo tem para aquecer a água à temperatura do corpo. Embora o excesso de calorias que você queima ao beber um único copo não faz muita diferença, tornando-se um hábito, você pode perder algum quilinhos com praticamente zero de esforço adicional.

7 – Coma pimenta 

Descobriu-se que a capsaicina, o composto que dá à pimenta malagueta sua característica picante, também pode aquecer o seu metabolismo. Comer cerca de uma colher de sopa de pimenta vermelha ou verde aumenta a produção de calor do seu corpo, assim como a atividade do sistema nervoso simpático (responsável pelo nossa resposta de luta ou fuga).

O resultado: um aumento do metabolismo temporário de cerca de 23%. Abasteça-se de pimenta para acrescentar às refeições, e mantenha um pote de pimenta vermelha em pó na mão para pizzas, massas e frituras.

8 – Tome café da manhã

 


Tomar café da manhã dá um salto inicial no metabolismo e mantém a energia alta o dia todo. Não é por acaso que aqueles que pulam essa refeição têm 4,5 vezes mais chances de serem obesos. E quanto mais abundante for sua primeira refeição, melhor. Em um estudo publicado pela Revista Americana de Epidemologia, os voluntários que consumiram de 22% a 55% de seu total de calorias diárias no café da manhã engordaram apenas 770 gramas, em média, durante 4 anos. Aqueles que comeram de 0% a 11%, ganharam mais de 1,3 quilos – quase o dobro.

9 – Beba chá ou café 

A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central: sua ingestão pode acelerar seu metabolismo em cerca de 5% a 8%, o que equivale a 98 ou 174 calorias por dia. Uma xícara de chá fervido pode aumentar seu metabolismo em até 12%, de acordo com um estudo japonês. Os cientistas acreditam que as catequinas – fitonutriente da família dos polifenois – do chá antioxidante fornecem o impulso.

10 – Ataque gordura com fibra 

Fibra pode acelerar a queima de gordura em até 30%. Estudos constataram que quem come mais fibras ganha menos peso ao longo do tempo. Tenha como meta comer 25 gramas de fibras por dia, em cerca de três porções de frutas e legumes.

11 – Coma alimentos ricos em ferro 

O ferro é essencial para a carregar o oxigênio de que seus músculos precisam para queimar gordura. A menos que você reabasteça continuamente seu estoque, você corre o risco de sofrer com baixa energia e um metabolismo lento. Mariscos, carnes magras, feijões e espinafre são fontes excelentes de ferro.

12 – Ingira mais vitamina D 

A vitamina D é essencial para a preservação do tecido muscular. Infelizmente, pesquisadores estimam que apenas 20% dos estadunidenses ingerem quantidade suficiente da vitamina em sua dieta. Adquira 90% do seu valor diário recomendado comendo 100 gramas de salmão. Outras boas fontes: atum, leite, cereais e ovos.

13 – Tome leite 

Há evidências de que a deficiência de cálcio pode reduzir o metabolismo. Pesquisas mostram que o consumo de cálcio em alimentos lácteos, como leite desnatado e iogurte de baixo teor de gordura, também podem reduzir a absorção de gordura dos outros alimentos.

14 – Coma melancia 

O aminoácido arginina, abundante na melancia, pode promover a perda de peso. Pesquisadores completaram a dieta de camundongos obesos com arginina durante três meses e constataram que isso reduziu os ganhos de gordura corporal em incríveis 64%.

A adição deste aminoácido na dieta aumentou a oxidação de gordura e de glicose e aumentou a massa muscular magra, o que queima mais calorias do que a gordura. Resumo da ópera: coma melancia e outras fontes de arginina, como mariscos, nozes e sementes durante todo o ano.

15 – Mantenha-se hidratado 

Todas as reações químicas do seu corpo, incluindo o seu metabolismo, dependem da água. Se você está desidratado, você pode estar queimando até 2% a menos de calorias. Cientistas acompanharam a taxa metabólica de dez adultos que bebiam quantidades variadas de água por dia. No estudo, aqueles que bebiam oito ou doze copos d’água por dia apresentaram maior taxa metabólica do que aqueles que bebiam quatro.[
BBC]

 

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O distúrbio por trás da fama

 


Não é incomum astros da música e do cinema apresentarem comportamentos no mínimo excêntricos e, em alguns casos, até mesmo fatais. Longe de inexplicáveis, esses problemas ganham contornos claros quando iluminados pelos holofotes da psiquiatria.

Por Elizângela Isaque

Acidentes de trânsito, violência, abuso de substâncias químicas, como medicamentos, álcool e outras drogas ilícitas... Não é de hoje que a vida de algumas personalidades do showbiz rende manchetes de escândalos.

Mas quando o resultado de muitas dessas intempéries é uma morte prematura, intencional ou não, como a da cantora Amy Winehouse, ocorrida em julho, a pergunta que ressurge latente em nossas mentes é: o que leva uma pessoa talentosa, rica e famosa a prejudicar a própria vida dessa maneira?

O que pouca gente sabe é que, muitas vezes, por trás de todo o descontrole emocional e comportamental de alguns famosos, pode haver algum distúrbio grave, como o Transtorno Bipolar do Humor (TB).

O abuso de álcool foi constante na vida de Winehouse que, junto de seu exmarido Blake Fielder, protagonizou vários momentos desconcertantes para amigos e familiares. As inúmeras brigas do casal não cessaram nem após o divórcio. Reconhecida como um dos maiores talentos da última década, a jovem entrou para outro grupo seleto: o dos grandes astros que, com menos de 30 anos de idade, deixaram para trás uma legião de fãs em todo o mundo. Amy tinha 27.

Assim como a emblemática cantora, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain e Jim Morrison morreram de forma trágica, na mesma faixa etária, deixando como legado não apenas uma carreira de sucesso, mas a fama de pessoas extremamente problemáticas enquanto vivas. E tal como os “rock stars citados, a talentosa Winehouse fora diagnosticada como portadora de Transtorno Bipolar.

Embora algumas décadas separem os diagnósticos do passado dos recentes, os conhecimentos da medicina acerca desse distúrbio ainda trilham o caminho em busca de uma melhor compreensão por parte da comunidade científica. É certo que, nos últimos anos, tem havido avanços significativos. Mas, ainda que identificar a doença seja mais fácil e comum do que há 50 anos, o modo como ela é tratada e enfrentada por seu portador, bem como por amigos, familiares e pelos próprios profissionais de saúde, está longe do ideal, o que impede o emprego de tratamentos adequados que, acima de tudo, evitem novas tragédias.

O TB é uma doença caracterizada por alterações extremas de humor, tendo como pano de fundo a depressão. Os portadores convivem com fortes oscilações de momentos de euforia, hiperatividade física e mental, exaltação da sexualidade, perda do senso crítico, grandiosidade e prodigalidade--- conjunto de sintomas conhecido por “mania--- que, frequentemente, dão lugar a sentimentos opostos, como inibição, lentidão para conceber e realizar idéias, ansiedade e tristeza --- que constituem a hipomania.

O Mito Da GENIALIDADE

Devido à quantidade de personalidades do universo intelectual  diagnosticadas como bipolares, criou-se o mito de

que essa é a doença da genialidade. A lista é grande e engloba cientistas, escritores, pintores, compositores de música clássica e até políticos, como ex-presidentes dos Estados Unidos. Só para citar, podemos começar por Isaac Newton, Ernest Hemingway, Virginia Woolf, Vincent Van Gogh, Amadeus Mozart, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt.

De fato, nas fases maníacas do distúrbio, os doentes vivenciam um potencial criativo extremo -- período no qual a inspiração e a capacidade de produzir se tornam especialmente frutíferas. Nesse sentido, não é de se admirar que muitos artistas bipolares tenham deixado para a posteridade inúmeras obras importantes para a cultura mundial.

Entretanto, contrariando os que acreditam que a bipolaridade é uma espécie de “presente divino”, novas estatísticas negam haver prevalência de aspectos de “genialidade entre a população diagnosticada como bipolar, quando comparada às pessoas que não são acometidas pela doença. Curiosamente, os novos estudos têm revelado que a maior incidência de criatividade elevada tem sido encontrada entre os parentes de primeiro grau dos bipolares.

“Van Gogh certamente teria produzido muito mais se tivesse recebido tratamento adequado e, provavelmente, não teria cometido suicídio”, observa o psiquiatra Olavo de Campos Pinto Júnior, especialista em Doenças do Humor pela Universidade da Califórnia.

Conforme explica o especialista, cujos últimos 18 anos foram dedicados ao estudo do transtorno bipolar, essa doença foi, durante muito tempo, negligenciada pela psiquiatria, que a relegou ao segundo plano.

De acordo com o psiquiatra, até pouco tempo atrás havia uma forte tendência em se diagnosticar um paciente potencialmente bipolar como portador de outras moléstias psiquiátricas, como o Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe) ou até mesmo a esquizofrenia. “Hoje sabemos que o número de esquizofrênicos no mundo não ultrapassa 1%, diferentemente do que preconiza uma recente pesquisa norte-americana, ainda a ser publicada, que afirma que o número de bipolares em todo o mundo varia entre 5% e 7%”, ressalta o especialista.

DEPRESSÃO

Assim como Van Gogh, Virginia Woolf foi levada ao suicídio, devido a uma forte crise de depressão. Aos 59 anos, a romancista deixou uma extensa obra literária que, até hoje, é reverenciada por escritores de todo o mundo. Já o pós-impressionista holandês, considerado um dos maiores de todos os tempos, viveu bem menos, tendo enfrentado dificuldade de constituir família, se sustentar e manter contatos sociais, chegando a tirar a própria vida aos 37 anos.

Nos bipolares, as oscilações do humor podem ser trágicas. Uma depressão prolongada, daquelas que chegam a durar meses ou mesmo anos, pode ser o estopim para uma tentativa de suicídio. No outro extremo, o da mania, algumas semanas de crise são suficientes para por toda uma vida a perder. Nesse período, relações costumam ser desfeitas e economias guardadas há anos podem ser gastas por completo em poucos dias.

Abuso de Drogas, Por quê?

 


Como o processo criativo é efervescente nas fases maníacas da doença, é nesse período que os bipolares tendem a abusar de álcool ou outras drogas, na tentativa de controlar a ansiedade e fugir da depressão, prolongando assim a sensação de euforia e de criatividade.

“O álcool está presente em cerca de 80% dos portadores do transtorno. A droga e a bipolaridade andam juntas. Num primeiro momento, ela é maravilhosa, porque exerce o papel que a pessoa precisa: aumenta a sensação de confiança, de segurança, estimula... Mas depois, seus efeitos são devastadores, afirma Olavo Pinto.

No final da década de 1960, com o rock cada vez mais presente na vida dos jovens, o festival musical Woodstock reuniu centenas de admiradores de um movimento que pregava paz, amor e sexo livre. Dentre os vários ícones da música que se alternavam entre as atrações do evento, como Bob Dylan, Joe Cocker e Carlos Santana, encontravam-se Janis Joplin e Jimi Hendrix -- dois astros que, mais do que a paixão pela música, tinham em comum o uso indiscriminado de drogas, potencializado pelo transtorno bipolar que acometia a ambos.

Fatalmente, menos de um ano após o reverenciado festival, o então gênio da guitarra Hendrix e a talentosa cantora e compositora Joplin dão início a uma lista de grandes astros mortos aos 27 anos, vítimas de overdose. No ano seguinte, Jim Morrison, vocalista e principal letrista da banda The Doors, junta-se ao clube dos que sofrem os efeitos que o distúrbio bipolar pode acarretar naqueles que recorrem inadvertidamente às drogas, como ato inconsciente de automedicação.

Duas décadas depois, mais precisamente em 1994, o mundo da música recebe estarrecido a notícia da morte de Kurt Cobain, outro talento que, aos 27 anos, perde a batalha interna contra os ferozes sintomas do transtorno bipolar. Oficialmente considerada  como suicídio por um tiro de espingarda na cabeça, a fatalidade, ainda hoje, é alvo de especulações sobre um possível assassinato. O laudo médico, acusando ter encontrado alta concentração de heroína e vestígios da medicação Diazepan no organismo de Cobain, é um dos principais motivos da dúvida.

De acordo com a viúva do astro, a cantora Courtney Love, não fora a primeira vez que o cantor e compositor atentava contra a própria vida, mas, infelizmente, a derradeira.

À frente do Nirvana, Cobain vendeu mais de 25 milhões de álbuns, só nos Estados Unidos, e mais de 50 milhões em todo o mundo. Inspirou toda uma geração, sendo aclamado como um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Em meio ao sucesso, os últimos anos de sua vida também foram marcados pela luta contra o vício em heroína, doenças e depressão.

Junto ao seu corpo encontraram um bilhete -- alguns dizem ser uma carta suicida para os fãs, outros que as palavras eram dirigidas ao seu amigo imaginário de infância, Boddah -- que trazia em suas últimas linhas: “Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Paz, Amor, Empatia.”

CAUSAS DE MORTALIDADE

 


Suicídio ou não, a questão é que Kurt Cobain fora diagnosticado como bipolar e, portanto, a probabilidade de que ele tenha tirado a própria vida é alta. Se assim o for, ele faz parte de uma extensa lista de suicidas bipolares famosos. Além dos já citados, encontram-se nomes como os dos escritores mundialmente reconhecidos Antero de Quental, Florbela Espanca e Victor Hugo, entre outros.

No entanto, ao contrário do que o número de casos famosos leva a crer, o índice de suicídios, mesmo sendo elevado --- aproximadamente 25%, provocados, principalmente, pela falta de tratamento ---, não tem prevalência entre os bipolares. A grande maioria das vítimas do distúrbio apresentam desgaste precoce dos órgãos do corpo, o que acarreta no desenvolvimento de tumores, doenças cardiovasculares e diabetes. Essas moléstias, sim, costumam ser letais, representando mais de 70% dos falecimentos entre os doentes.

A explicação para essa incidência pode estar no resultado de um estudo realizado no Laboratório de Psiquiatria Experimental do Hospital das Clínicas do Rio Grande do Sul.

Lá, pesquisas coordenadas pelo psiquiatra Flávio Kapczinski descobriram que os pacientes bipolares têm uma quantidade menor de enzimas antioxidantes no cérebro, em comparação com o resto da população. Essas substâncias são responsáveis pela manutenção da saúde, desempenhando, inclusive, um papel fundamental na inibição da ocorrência de mutações gênicas que possam resultar no desenvolvimento de alguma forma de câncer.

Falando em genética, dentre todas as doenças mentais, o transtorno bipolar é a que precisa de maior carga hereditária para ser desencadeada, 60%. Uma criança que tem um dos pais com transtorno bipolar apresenta uma probabilidade de 15% a 20% de manifestar o mesmo problema. Um estudo realizado com gêmeos idênticos demonstrou que, se um deles tem o distúrbio, as chances de o outro também vir a ser uma vítima é de 80%.

No entanto, assim como os demais transtornos do comportamento, para que o problema seja desenvolvido é preciso que a pessoa sofra a influência de fatores externos, em âmbito social ou familiar.

“A vulnerabilidade aos acontecimentos estressantes é a principal causa do desenvolvimento da doença. É a capacidade que pequenos estressores têm de causar impacto no cérebro que contribui para o seu desencadeamento, enfatiza Olavo Pinto.

A história de como a cantora e apresentadora Marina Lima desenvolveu o TB, perto dos 40 anos de idade, ilustra muito bem esse quadro. Uma das representantes da preponderância das vozes femininas no cenário da música nacional na década de 1980, Marina caiu em uma forte depressão, após vivenciar, consecutivamente, a morte do pai, o cancelamento de uma turnê e a separação da pessoa que amava.

Resultado: sete anos fora dos palcos, sob os quais estivera em tratamento, e danos em sua voz, só percebidos nos últimos anos.

Já Kurt Cobain retrata exatamente o quanto o estresse trazido pela fama pode ser o gatilho que aciona a bipolaridade nos geneticamente propensos a desenvolver o distúrbio.

Três meses antes de sua morte, o músico, em entrevista à revista “Rolling Stone”, fez a seguinte afirmação:

“Eu nunca quis cantar. Eu só queria ficar tocando guitarra no fundo do palco.”

Essa é só uma das inúmeras afirmações que o cantor chegou a fazer, inclusive nas letras de suas músicas, referindo-se ao quanto lhe era incômodo lidar com as cobranças acerca de sua imagem pública e das pressões que sofrera ao longo de sua vida profissional e pessoal.

 


O sucesso repentino e inesperado também parece ter sido a mola propulsora que potencializou os sintomas do transtorno em Amy Winehouse. Mesmo nascida no seio de uma família com tradição musical ligada ao jazz, e sendo dona de uma das vozes mais admiradas da música soul, ela afirmava que nunca desejara estar sob as luzes da fama e que isso, às vezes, lhe era um fardo.

 “Sempre achei que passaria o resto dos meus dias trabalhando como garçonete. Jamais pensei que viveria tudo isso”, confessou, em 2007, em um documentário sobre sua trajetória.

ANSIEDADE

Na seara das emoções e reações que compõem o universo das patologias psiquiátricas,  a ansiedade constitui um dos principais sintomas. E é aí que, geralmente, ocorrem os equívocos, pois essa anormalidade pode ser, nas palavras do especialista, “a ponta de um iceberg”, ou seja, o indício da existência de algo mais grave.

“A pessoa pode achar que sofre de TOC [Transtorno Obsessivo Compulsivo] ou de Transtorno de Ansiedade e, na verdade, ser um bipolar”, alerta Olavo Pinto.

Mas a ansiedade não está sozinha nesse contexto. Descontrole emocional abrupto, sem motivo aparente e comumente acompanhado de atos violentos, exacerbação da libido, crises de depressão recorrentes, automutilação, por exemplo, são sintomas que estão presentes em muitos distúrbios do comportamento.

Daí a necessidade de um diagnóstico preciso, realizado por um especialista, para que o transtorno bipolar não seja mascarado pela crença de que se trata de outro problema.

As contradições acerca da doença de Amy Winehouse, por exemplo, são um retrato disso. Embora declarações feitas por familiares e amigos da cantora afirmem que, ainda em vida, ela havia sido diagnosticada como bipolar, alguns médicos acreditam que ela sofria do Transtorno Borderline (pronuncia-se “borderlaine”). “Não dá para negar que o distúrbio bipolar tenha uma interface borderline, e devemos ficar atentos a isso, pois o segundo é muito mais grave e seu tratamento é bem mais agressivo do que do primeiro ”, frisa o psiquiatra.

O médico destaca que a revolução científica trazida pelo mapeamento genético constituiu-se uma conquista importante para a medicina psiquiátrica, por permitir que essa evolução também chegue ao diagnóstico das patologias. “A psiquiatria começa a abrir a caixa preta das doenças mentais, que até então nos parecia um tanto quanto intrincada”, analisa.

 


A atriz Lindsay Lohan, ex-estrela mirim dos estúdios Disney, chegou a ser presa diversas vezes, principalmente por cometer delitos em estado de embriaguez. Seu comportamento recorrentemente problemático parecia indicar a existência de um transtorno de personalidade. Hoje, sabido que se trata de TB, a bela ruiva vive uma rotina controlada, tendo sido, em 2010, vigiada 24h por ordem judicial, com direito a toque de recolher e uma tornozeleira de monitoramento de consumo de álcool.

Outro exemplo notório da atualidade também vem de Hollywood, na figura de Charlie Sheen. Além de ser conhecido por atuar em produções de sucesso, como"Platoon", "Wall Street","Top Gang” e “Os Três Mosqueteiros”, o ator é considerado um dos mais polêmicos de sua geração. Em seu currículo, aglomeram-se tanto o reconhecimento de seu talento como o potencial para protagonizar escândalos, em meio às drogas, prostitutas e brigas domésticas, incluindo separações. O astro chegou a ser preso e até internado em um hospital por abuso de entorpecentes.

Mesmo tendo renovado o contrato com a produtora Warner Bros, em 2010, por uma cifra que o tornou o ator mais bem pago da TV norte-americana, a vida extremamente conturbada de Charlie Sheen fez com que o estúdio o demitisse da série “Two and a Half Men”, em março deste ano. No programa, Sheen interpretava um mulherengo assumido e, até pouco tempo, solteirão convicto, consagrado como um dos personagens mais carismáticos e populares da atualidade. Fora das telas, Sheen é um bipolar que sofre com as agruras do transtorno.

E, por falar em flagrante com garotas de programa e separações conjugais, outra característica notória nos bipolares é a sexualidade excessiva, que se torna ainda mais acentuada na fase maníaca, mas que não está restrita a esse período. Enquanto nas mulheres predomina a fase depressiva, nos homens os sintomas da mania são mais visíveis e marcados por excessos, que podem atrapalhar relacionamentos. Nesse período, é comum o parceiro gastar demais, irritar-se por motivos fúteis, tornar-se mais agressivo quando contrariado e até procurar relações extraconjugais.

“O bipolar possui uma visão distorcida da sexualidade, chegando a praticar atos que podem ir contra seus próprios princípios e valores, porque a doença tem a ver com experimentar sensações excessivas, e, para ele, não há nada mais excitante do que o sexo”, explica Olavo Pinto.

Em suas colocações, o especialista esclarece que, uma vez que a pessoa não consegue raciocinar nem resistir ao impulso imediato do sexo, muitas vezes ela se coloca em situações de risco, podendo vir a contrair doenças sexualmente transmissíveis.

 


A promiscuidade era notória na conduta do polêmico Cazuza, um dos maiores ícones da música brasileira. Ao vivenciar toda a liberdade sexual permitida pela intensa década de 1980, o ex-vocalista e letrista do Barão vermelho, declaradamente bissexual, conheceu o céu da fama e padeceu no inferno da Aids. Para os amigos, Cazuza era um jovem irreverente, rebelde e boêmio. À luz da psiquiatria, seu comportamento incompreendido e, não raramente, repudiado era causado pelo distúrbio bipolar.

Outro que chocou o mundo da música com suas performances sexuais foi o cantor inglês David Bowie. De acordo com a biografia, escrita por Paul Trynka, no auge de sua carreira, na década de 1970, além do consumo excessivo de drogas, o astro também apresentava obsessão por sexo. Conforme relata o livro, mesmo casado, o camaleão do rock mantinha um relacionamento aberto, no qual ambos os cônjuges se relacionavam com outras pessoas, inclusive do mesmo sexo.

“A vida sexual dos pacientes bipolares costuma ser mais intensa ou diferente das pessoas comuns”, afirma o especialista, salientando que, devido a esse comportamento obsessivo, toda a vida familiar é afetada, contribuindo para o alto índice de separações. O tratamento desse quadro possibilita ao paciente um exercício pleno da sexualidade, de forma que ele possa manter sua integridade física.

“O médico tem de ensiná-lo a lidar com isso de forma consciente, sem uma visão castradora ou moralista, para evitar riscos, seja para o doente ou para seus familiares”, argumenta Olavo Pinto.

Prevalência

Geralmente, o transtorno bipolar é mais evidente entre a adolescência e o início da vida adulta, com um pico de incidência que vai dos 15 aos 18 anos. Mas tem sido cada vez mais comum encontrar crianças com esse diagnóstico. Já é um consenso médico de que a infância se constitui uma etapa na qual grande parte dos sintomas remete ao TB. O maior problema, conforme apontam os especialistas, é que, nessa fase, acontecem muitos pareceres equivocados, atribuindo os sintomas estudados a outros distúrbios, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Preocupados com essa realidade e, também, com o fato de se diagnosticar crianças como bipolares, uma vez que elas levarão essa condição para o resto de suas vidas, pesquisadores do Centro Hastings de Biotecnologia, de Nova York, elaboraram estudos que culminaram em uma nova classificação patológica. Assim, a Associação Americana de Psiquiatria decidiu classificar as crianças portadoras de disfunções psiquiátricas, com sintomas semelhantes aos do TB, como portadoras de Transtorno de Temperamento Irregular com Disforia (TDD).

A decisão da associação americana agrada Olavo Pinto, que acredita se tratar de mais um passo dado rumo ao controle efetivo da doença junto à população.

“Quanto mais cedo a pessoa é diagnosticada, mais cedo ela poderá receber um tratamento adequado e levar uma vida normal”, aponta.

Preconceito

Se, de fato, a própria medicina, durante anos, deixou o transtorno bipolar no limbo da psiquiatria, fazendo com que o diagnóstico da doença fosse evitado até mesmo nos consultórios, não é de se admirar que as pessoas, comuns ou famosas, evitem fazer um check-up, aos primeiros sinais de que algo não vai bem. Nesse caso, a desinformação é o maior de todos os problemas, já que, dentre os distúrbios mentais, o TB é um dos que oferecem maiores chances de o portador levar uma vida normal, mediante tratamento adequado.

 


David Bowie está entre aqueles que se deixam intimidar ante a possibilidade de um diagnóstico psiquiátrico indesejável.

Oriundo de uma família em que alguns membros foram acometidos por doenças mentais, o cantor inglês chegou a declarar que, durante muito tempo, evitou conhecer os reais motivos pelos quais enfrentou fortes crises de ansiedade, grande dificuldade de se livrar do vício em cocaína e as constantes crises depressivas e de paranóia.

Hoje, após ter deixado grande parte dessas e outras perturbações no passado, especula- se que ele seja bipolar.

Temores e resistências à parte, não há como ignorar todas as evidências científicas, as quais demonstram que a doença é mais comum do que os incautos possam imaginar.

Um exemplo é o resultado de um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, publicado em 2005, no periódico europeu “Journal of Affective Disorders”.

A pesquisa aferiu que 8,3% dos habitantes da capital paulistana são portadores de algum tipo de transtorno bipolar.

De acordo com a coordenadora do estudo, a psiquiatra Doris Humpfeld Moreno, as estatísticas significam que o transtorno bipolar deveria ser considerado um problema de saúde pública.

 “Esse transtorno está sendo negligenciado, subdiagnosticado e inadequadamente tratado. E basta alguém ser diagnosticado como tal que surgem questionamentos e jogam-se dúvidas. O que mais ouço é: ‘Se eu sou, o mundo inteiro é bipolar’, ou então, que seria uma questão de “moda dar esse diagnóstico”, desabafa.

 A médica salienta que, apesar de muitos profissionais terem, finalmente, começado a diagnosticar corretamente as depressões que são bipolares, todo o processo ainda é demorado. “Nos Estados Unidos existem ONGs poderosas de TB, revistas específicas para portadores etc. Estamos a anos-luz dessa realidade”, lamenta. Na visão da pesquisadora, outro ponto negativo demonstrado pela estatística é o fato de a reforma psiquiátrica não ter garantido atendimento adequado para a população.

A médica afirma que os Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) não recebem pessoas com transtorno bipolar que, comumente, precisam ser internadas ou informadas e educadas sobre a doença.

“Não basta receitar, se o paciente não tomar a medicação corretamente.Da mesma forma, as famílias precisam ser amparadas. O impacto é grande e a verba destinada à saúde mental deve levar em conta tais estatísticas. Lembrando que existe 1% com a forma grave da doença, que antigamente era chamada de psicose maníaco-depressiva. Só em São Paulo seriam 100 mil. Onde estarão?”, questiona Moreno.

Doença Da Moda

 


Há um viés positivo no que a médica menciona como uma espécie de “modismo” em torno do TB. Recentemente, a atriz Catherine Zeta-Jones admitiu publicamente ser uma portadora do distúrbio e que até esteve internada para tratamento.

A notícia foi manchete nos principais meios de comunicação dos Estados Unidos e contribuiu, ainda mais, para o crescimento de um fenômeno que os médicos chamam de “glamourização” da doença.

O lado bom dessa história? Assim como tudo que vira moda, a “onda bipolar”tem feito com que as pessoas busquem esclarecimentos acerca do problema. “O fato de mais personalidades famosas estarem sendo diagnosticadas com esse transtorno pode ajudar a acabar com o preconceito em torno da doença”, avalia Olavo Pinto, que chama a atenção para o fato de que é mais comum os artistas revelarem ser bipolares em outras nações, como nos Estados Unidos, do que no Brasil.

 


Aqui, terra onde as telenovelas é que conferem fama aos atores, a global Cássia Kiss Magro tem sido um exemplo de perseverança. A atriz não só tomou coragem para revelar aos telespectadores ser bipolar, como abriu o coração ao relatar as dificuldades que tem enfrentado para lutar por sua vida e carreira.

Além do medo da opinião pública, muitos artistas temem que, ao se declararem portadores de um distúrbio mental, os tratamentos influenciem negativamente seu desempenho profissional.

A perda da criatividade é o maior dos temores e faz com que muitos mergulhem na doença e, consequentemente, nas drogas.

 “O tratamento só tira a criatividade de um artista quando é mal feito e não realizado por um especialista. Um acompanhamento adequado respeita o temperamento da pessoa e seu ritmo biológico, mantendo o que há de bom em sua personalidade, como a expansividade, energia, desinibição...”, observa o psiquiatra.

Felizmente, os especialistas afirmam que as terapias têm se tornado cada vez mais específicas e com medicamentos cada vez mais apropriados para o transtorno.

Uma das principais vertentes das metodologias empregadas procura, justamente, coibir o uso indiscriminado de antidepressivos, que não tratam o problema e ainda potencializam determinados sintomas.

Tratamento

Apesar de não haver motivo para pânico, já que as terapias atuais têm sido desenvolvidas para oferecer qualidade de vida aos bipolares, não há como fugir dos medicamentos, sobretudo dos chamados estabilizadores do humor. Eles são a chave para o controle dos sintomas mais prejudiciais, principalmente a depressão e a ansiedade, maiores responsáveis pelos suicídios entre os portadores.

Além do acompanhamento psiquiátrico, que deve ser mantido por um longo período, os médicos são unânimes

quanto à importância de um acompanhamento psicológico.

 “Trata-se de um procedimento que só dará certo se for realizado em âmbito multidisciplinar, principalmente para se evitar os descaminhos de um tratamento. A terapia psicológica é fundamental para que o paciente saiba lidar com o problema”, observa Olavo Pinto.

Os tratamentos atuais visam restaurar o equilíbrio do comportamento, controlar os sintomas agudos da doença e prevenir a ocorrência de novos episódios.

 “Não se limita à administração de medicamentos, mas, acima de tudo, abrange o gerenciamento de uma doença complexa, que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. Nesse sentido, também é extremamente importante que todos os membros da família com quem esses pacientes convivem sejam envolvidos no tratamento”, pontua o especialista.

Stephen Fry, ator, comediante e escritor. Além de
ser portador do transtorno, Stephen gravou um
documentário sobre a vida do maníaco
depressivo que foi ao ar na BBC

A prova de que os tratamentos atuais realmente trazem benefícios para os pacientes está no fato de que nem só de escândalos vivem os artistas bipolares. Se, por um lado, vários famosos estão sempre chocando seus fãs e levando suas carreiras e suas vidas ao declínio, por outro, há os que, a exemplo de atores como Cássia Kiss Magro, Catherine Zeta-Jones e Stephen Fry, se declaram portadores do distúrbio, ao mesmo tempo em que passam por um tratamento.

O resultado é uma lista ainda maior de astros que, ao enfrentarem o problema, recorrem à ajuda profissional e conseguem obter qualidade de vida, dentro e fora dos palcos e telas mundo afora.

incidência

O Transtorno Bipolar do Humor, antigamente conhecido como Psicose Maníaco-Depressiva, é caracterizado pelas oscilações ou mudanças cíclicas de humor, com episódios de mania, hipomania, depressão e mistos. Acomete a homens e mulheres na mesma proporção, tendo seu pico de incidência dos 18 aos 25 anos, sendo, cada vez mais comum, seu diagnóstico ainda na infância --- geralmente com sintomas como irritabilidade intensa, impulsividade e aparentes “tempestades afetivas”.

Devido à influência de fatores biológicos e psicossociais, pode vir a ser desenvolvido em fases tardias, após os 30 anos de idade. Um terço dos indivíduos propensos manifesta a doença na adolescência e quase dois terços até os 19 anos de idade. Há, no entanto, muitos casos de mulheres desencadeando o distúrbio entre os 45 e 50 anos. Como raramente surge acima desse período, quando ocorre, é importante investigar outras causas.

“A medicina hoje se encontra na era do controle das doenças...O tratamento do Transtorno Bipolar não se limita à administração de medicamentos, mas, acima de tudo, abrange o gerenciamento de uma doença complexa, que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais.”

 


Dr. Olavo de Campos Pinto Júnior

Características das fases do Transtorno Bipolar do Humor (TB)

A Mania (Eufórica):

Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada e duradoura.

Extrema irritabilidade, impaciência ou “pavio muito curto”.

Agitação, inquietação física e mental.

Pensamentos acelerados, fala muito rápida, pulando de uma idéia para outra, tagarelice.

Aumento de energia, da atividade, começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las.

Otimismo e confiança exagerados.

Pouca capacidade de julgamento e de discernimento.

Idéias grandiosas, crenças irreais sobre as próprias capacidades, acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais.

Facilidade em se distrair, incapacidade de se concentrar.

Comportamento inadequado (provocador, intrometido, agressivo ou de risco).

Gastos excessivos.

Desinibição, aumento do contato social, expansividade.

Aumento do impulso sexual.

Agressividade física e/ou verbal.

Insônia e pouca necessidade de sono.

Uso de drogas, em especial cocaína, álcool e soníferos.

DEPRESSÃO - QUE PODE SER DE INTENSIDADE LEVE, MODERADA OU GRAVE

Humor melancólico, depressivo.

Perda de interesse ou prazer em atividades habitualmente interessantes.

Sentimentos de tristeza, vazio, ou aparência chorosa/melancólica.

Inquietação ou irritabilidade.

Perda ou aumento de apetite/peso, mesmo sem estar de dieta.

Excesso de sono ou incapacidade de dormir.

Sentir-se ou estar agitado demais ou excessivamente lento.

Fadiga ou perda de energia.

Sentimentos de desesperança, culpa excessiva ou pessimismo.

Dificuldade de concentração, de se lembrar das coisas ou de tomar decisões.

Pensamentos de morte, planejamento ou tentativas de suicídio.

Dores ou outros sintomas corporais persistentes, não provocados por doenças ou lesões físicas.

Estado Misto

Sintomas depressivos e maníacos ocorrendo simultaneamente.

A pessoa pode sentir-se deprimida pela manhã e, progressivamente, eufórica com o passar do dia, ou vice-versa.

Pode, ainda, apresentar-se agitada, acelerada e, ao mesmo tempo, queixar-se de angústia, desesperança e ideias de suicídio.

Os sintomas frequentemente incluem agitação, insônia e alterações do apetite. Nos casos mais graves, pode haver sintomas psicóticos (alucinações e delírios) e pensamentos suicidas.

Outros famosos tidos ou diagnosticados como Bipolares

AGATHA CHRISTIE - (Inglaterra - 15/09 de 1890 - 12/02 de 1976) - romancista britânica, autora de mais de 80 livros.

AXL ROSE - (Estados Unidos - 06/02 de 1962 ) – vocalista do Gunsn' Roses - compositor e pianista.

BRITNEY SPEARS- (Estados Unidos - 02/12 de 1981) - cantora, compositora, dançarina e atriz.

CHARLES CHAPLIN - (Inglaterra - 16/04 de 1889 - 25/12/ de 1979) - ator, diretor e roteirista de cinema.

ELVIS PRESLEY - (Estados Unidos - 08/01 de 1935 -16/08 de 1977) - cantor, compositor e ator.

ELIZABETH TAYLOR - (Inglaterra - 27/02 de 1932 -23/03 de 2011) - atriz.

FERNANDO PESSOA - (Portugal - 13/06 de 1888 -30/11 de 1935) - poeta e escritor.

FRANCIS FORD COPPOLA - (Estados Unidos - 7/04de 1939 ) - diretor de cinema.

GORDON SUMMER (Sting) - (Inglaterra - 2/10 de 1951) - cantor, compositor e ator.

ISAAC NEWTON - (Londres - 4/01 de 1643 - 31/03 de 1727) - cientista.

JIM CARREY - (Canadá - 17/01 de 1962) - ator.

MARILYN MONROE - (Estados Unidos - 1/06 de 1926 - 5/07 de 1962) - atriz.

MEL GIBSON - (Austrália - 3/01 de 1956) - ator, diretor, produtor e roteirista.

NAPOLEÃO BONAPARTE - (França - 15/03 de 1769 -5/05 de 1821) - general e imperador.

RITA LEE - (Brasil - 31/12 de 1947) - cantora, compositora, atriz e instrumentista.

SIGMUND FREUD - (Áustria - 6/05 de 1856 - 23/09 de 1939) - médico, fundador da psicanálise.

ULISSES GUIMARÃES - (Brasil - 6/10 de 1916 - 12/10 de 1992) - político e advogado.

fonte Revista medicando


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Ciência e Tecnologia

Câmera permite visualizar microcirculação sanguínea da pele em tempo real

 


Técnica adiciona clareza de visão e foi projetada para ajudar a avaliar a extensão e a gravidade de queimaduras

Cientistas suíços desenvolveram uma nova câmara que permite a visualização rápida e objetiva da microcirculação cutânea em tempo real.

A técnica, que adiciona clareza de visão e foi projetada para ajudar a avaliar a extensão e a gravidade das queimaduras, foi testada por especialistas em queimadura do Hospital Universitário de Lausanne, na Suíça.

Como funciona

O dispositivo é conectado a um braço flexível e é colocado sobre a área queimada com a câmera de frente para a queimadura. Do outro lado da máquina há uma tela de vídeo em que variações de cores mostram diferenças na intensidade da circulação do sangue. Vermelho significa que o fluxo de sangue está elevado, azul significa baixo fluxo sanguíneo.

Em entrevista à BBC, o pesquisador Michael Friedrich explicou que a variação das cores pode ser usada para ver se o tecido queimado ainda tem suprimento de sangue ou não. Se o tecido não tem fornecimento de sangue, ele não pode se recuperar, assim é necessário um enxerto de pele. No entanto, se o sangue ainda está fluindo na pele, então ela vai se curar espontaneamente sem deixar cicatrizes.


Máquina usa o que é chamado laser doppler imaging

A máquina " Easy LDI", desenvolvida pela empresa Aimago, dispara feixes de laser na pele que são refletidos por células vermelhas do sangue nos pequenos vasos na pele.

O movimento das células vermelhas resulta em uma mudança pequena na freqüência da luz uma vez que ela incide sobre as células, e são essas mudanças que o dispositivo detecta e transforma em variações de cor na tela de vídeo.

A câmera pode oferecer mais de 12 imagens por segundo, o que significa que os médicos podem detectar o efeito de batimento cardíaco do paciente nas imagens da circulação.

Embora o principal uso seja para vítimas de queimaduras, seus fabricantes dizem que ela pode também ser usada em cirurgias reconstrutivas para determinar a viabilidade do tecido da pele antes de ser transferido de uma parte do corpo para outra.

Fonte: NaReal

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A CURA VEM DO ESPAÇO

 


Em  entrevista  à  Revista  Medicando,  Marcos  Cesar Pontes, primeiro brasileiro a ir ao  espaço,  comenta  os  rigores  do  treinamento  para ser astronauta e detalha o potencial das pesquisas médicas conduzidas em órbita

Por Salvador Nogueira 

         Há exatas cinco décadas, seres humanos começaram a viajar ao espaço, e a promessa, desde o voo de Yuri Gagarin em 1961, era de que eles voltariam de lá com inúmeras descobertas que ajudariam a melhorar a vida na Terra. Desde então, astronautas têm conduzido muitas experiências médicas no espaço, e alguns resultados têm potencial para gerar novas drogas para uso aqui. Essas pesquisas continuam em franco avanço, segundo Marcos Cesar Pontes, o primeiro (e único até agora) astronauta brasileiro, que realizou sua missão espacial em 2006.

         Nesta entrevista com a Revista Medicando, Pontes revela como é importante a questão da saúde no cotidiano dos astronautas e comenta algumas das vivências que teve treinando para cumprir o primeiro voo espacial tripulado do Brasil, relatadas longamente em seu mais novo livro, “Missão Cumprida”, lançado pela editora McHilliard. No decorrer da conversa, também revela como o espaço pode ajudar a combater a osteoporose, problema que afeta milhões na Terra, e comenta alguns dos experimentos brasileiros conduzidos no espaço que podem impactar a área médica. A seguir, os principais trechos da conversa.

Medicando -você teve a chance de se formar astronauta no Johnson space center, centro da nasa, agência espacial americana. A saúde é uma preocupação central para quem segue essa carreira? 

Marcos Cesar Pontes -Sem dúvida que é. Aliás, não existe preocupação maior do que essa. Porque a pessoa pode estar completamente a par de todos os sistemas das espaçonaves que tiver de operar no espaço, mas, se não estiver fisicamente apta para a missão, fica de fora mesmo. Não tem como dar um jeitinho. E a cobrança é muito grande. Enquanto estamos “na ativa”, o que quer dizer que podemos ser escalados para um voo espacial a qualquer momento, fazemos exames médicos semanalmente. E quando somos de fato escalados, isso só aumenta. Quando fiz meu voo, em 2006, na Rússia, tiraram todas as amostras que você pode imaginar do meu corpo, e diversas vezes, para se certificar de que eu poderia voar.

Medicando -você treinou a maior parte do tempo nos Estados unidos, mas acabou realizando o voo em parceria com o programa espacial russo. há muitas diferenças, em termos dessas cobranças de saúde, entre um país e outro?

Pontes -Ambos são igualmente rigorosos, mas cada um tem as suas particularidades. E o mais importante, nesse caso, é o acompanhamento que os médicos de cada programa têm de você. Vou dar um exemplo, que eu conto em detalhes no livro sobre meu voo espacial, chamado “Missão Cumprida”. Na Rússia, eu passei por todos os exames médicos necessários, mas, quando chegou para a avaliação dos dentistas, eles queriam me barrar. Olharam uma porção de radiografias e disseram, sucintamente: “Ou você arranca esse e esse dente, ou não vamos liberar você para o voo”. Eu não entendi nada. Na Nasa, sempre fizeram meu acompanhamento odontológico, e nunca tive problema nenhum. Preocupado com a situação, e nada a fim de arrancar meus dentes para voar, contatei o dentista do Johnson. Mandei os exames para ele e disse o que os russos estavam falando. Ele me despreocupou, disse que as anomalias vistas nas chapas eram do modo como o dente calcificou depois de tratamentos de canal que eu havia feito no Brasil e que eu poderia voar sem problemas. Pedi, então, que ele despachasse esse parecer para os russos, permitindo que eu realizasse a missão. Como russos e americanos são parceiros no programa da ISS, o parecer emitido foi aceito e me liberaram para a missão. E hoje tenho prazer em dizer que tudo correu bem lá em cima e que ainda estou com todos os meus dentes na boca (risos).

Medicando -E quais são as principais preocupações médicas antes de um voo espacial?

Pontes- Primeiro,  você  não pode  estar  doente.  Mesmo um resfriadinho fraco atrapalharia, porque você ia levar o vírus lá para cima, onde ele infectaria o resto da tripulação.
Então, você tem de estar 100%. Isso significa também não ter problemas cardíacos respiratórios, crônicos ou ameacem seu desempenho. E você também tem que ter boa resistência às condições que vai encontrar lá. Quando se está no espaço, por conta da ausência de peso, seu sistema que estabelece a noção de equilíbrio -- o chamado sistema vestibular, que fica na região do ouvido e consiste em pelos sensíveis ao fluxo de um líquido que circula pelo canal --simplesmente pifa. Isso porque ele se desenvolveu na Terra, sob a influência da  gravidade, e a força gravitacional faz com que o líquido se mova de um modo específico. Lá em cima, sem peso, o líquido flutua dentro do canal e se move livremente. O resultado é que,se você tiver predisposição natural a tonturas ou coisas do tipo, vai se sentir muito pior. Então, é importante ter boa resistência a isso. E a gente treina muito, antes de voar, para adquirir essa resistência.

Medicando -como é que funciona esse treinamento?

Pontes - Bem, você sabe que uma forma natural de “detonar” temporariamente o seu sistema vestibular é ficar girando muito tempo para um lado só, né? Toda criança sabe disso. Quando, ao brincar, ela fica girando no mesmo sentido, por muito tempo, no que ela para, parece que o mundo está girando. Há essa desorientação muito forte, não é? Uma das coisas que a gente faz, para se acostumar a isso, é usar um dispositivo chamado cadeira de Bárány. Nela, a gente fica girando durante um bom tempo, e, para piorar tudo, somos instruídos a mover a cabeça de um determinado modo enquanto estamos girando. Você tem de fazer diversas sessões dessa nos dias que antecedem o voo. É um horror. Mesmo quem tem boa resistência -- eu já pilotei aviões de caça durante vários anos, fiz muitas manobras extremas e, no ar, nunca senti nada -- passa mal nesse troço. Mas, depois de tantas sessões de “tortura”, a gente vai se acostumando. Quando chega no espaço, já estamos preparados para essa desorientação.

Medicando -E condicionamento físico, é importante?

Pontes -É importante, mas bem menos do que as pessoas pensam. Em geral, a maioria acha que, para ser astronauta, você precisa ter condicionamento de atleta. Mas não é verdade. Você tem de estar em forma, mas não precisa virar um maratonista ou um levantador de peso. Na verdade, se você for parar para pensar, o seu físico é até menos exigido no espaço, porque, com a ausência de peso, você tem muito mais facilidade para mover grandes objetos. Na Terra, eles podem ter uma tonelada, mas, no espaço, eles pesam exatamente o mesmo que todo o resto: nada.

Medicando -ainda assim, há momentos extenuantes em termos físicos, como as caminhadas espaciais...

Pontes -É verdade. Isso acontece porque para fazermos as EVAs [sigla inglesa para atividades extra-veiculares], como são chamadas tecnicamente as caminhadas espaciais, temos de usar aqueles trajes pressurizados. E, com a diferença de pressão entre o traje e o ambiente lá fora, é muito difícil, por exemplo, mexer as mãos dentro deles. Além de tudo, você tem que ser muito disciplinado, manter a respiração sob controle, porque é muito fácil sentir claustrofobia dentro do traje. Então, é uma atividade que cansa muito. Por isso, essas sessões são planejadas para não ultrapassar oito horas. Cansa mesmo. Ainda assim, é uma das coisas mais legais que um astronauta pode fazer. Lamento muito não ter feito uma EVA no meu primeiro voo. Espero que no próximo eu tenha a chance.

Medicando -o que o espaço nos ensina que pode ser útil para melhorar a medicina na terra?

Pontes -Puxa, muita coisa. A começar por esse negócio da saúde dos astronautas. Um dos problemas que enfrentamos lá em cima é a perda óssea. Por alguma razão, que tem a ver com a ausência de peso, os ossos perdem massa rapidamente lá, numa condição similar à osteoporose, que afeta tanta gente aqui embaixo, principalmente mulheres pós-menopausa e idosos. Só que lá tudo acontece de forma muito mais acelerada. Perdemos de 1% a 2% de massa óssea, em média, a cada mês no espaço. Isso é pelo menos dez vezes mais rápido do que acontece na Terra. Ruim para quem vai lá para cima, mas bom para quem deseja compreender como o fenômeno acontece e testar formas de evitar o problema. A gente faz exercícios lá em cima para tentar impedir o desgaste, mas, mesmo assim, não resolve. A última missão do ônibus espacial à estação espacial levou 30 camundongos para testar uma droga potencialmente capaz de reduzir a perda óssea. Caso os resultados sejam positivos, não será só um recurso à disposição dos astronautas, mas de todos que enfrentam o mesmo drama na Terra.

Medicando -que outros problemas de saúde os seres humanos enfrentam lá em cima?

Pontes -Além da questão da perda óssea e da desorientação causada pela inutilidade do sistema vestibular lá em cima, temos grande preocupação com a radiação. Na Estação Espacial Internacional, longe da atmosfera da Terra, não temos o ar para nos proteger de raios nocivos emitidos pelo Sol e pelas outras estrelas. Essa radiação está, o tempo todo, atravessando nossos corpos e, no longo prazo, pode nos causar mal. É muito pior que, por exemplo, passar a vida como piloto de avião comercial ou trabalhar numa usina nuclear. Mas, ainda assim, é tolerável, porque parte da radiação é evitada, graças à proximidade com a Terra --o campo magnético terrestre manda a maior parte dos raios nocivos para os polos. É o que causa as auroras. Agora, em missões para longe da Terra, como viagens à Lua e a Marte, esse problema se torna muito sério. Ainda não desenvolvemos a tecnologia para proteger uma tripulação da radiação cósmica durante um voo até Marte, que levaria cerca de oito meses com as tecnologias atuais. Provavelmente, isso vai exigir a criação de sistemas com campos magnéticos, quase uma recriação artificial do que acontece na Terra. Mas esse sistema ainda não foi projetado, e essa é uma das razões pelas quais ainda não vimos ninguém ir até Marte. Claro, a principal razão é que ninguém está disposto a investir a grana que custaria para mandar astronautas para lá...

Medicando -tirando os problemas que os astronautas enfrentam, há outras pesquisas médicas que podem ser conduzidas no espaço?

Pontes -Um montão. Na verdade, a maioria esmagadora das pesquisas biomédicas realizadas lá na estação pouco têm a ver com as condições enfrentadas pelos astronautas. O que acontece é que o espaço, com suas condições de microgravidade, é uma excelente plataforma para realizar experimentos que seriam impossíveis aqui na Terra. No chão, a gravidade “esconde” muitos dos fenômenos mais sutis. Lá em cima, é possível observá-los com clareza. E, por diversas razões, há certos processos que são mais facilmente executáveis sem gravidade do que com ela. Um exemplo clássico é a cristalização de proteínas. Para a biologia e a medicina, é muito importante determinar a forma das proteínas, pois é ela que determina a função desempenhada no organismo. A melhor maneira de fazer isso é promovendo a cristalização. Depois de cristalizada, ela é irradiada com raios X e o resultado per-mite a determinação exata da forma. Ocorre que é muito mais difícil cristalizar proteínas aqui. Lá no espaço, é facinho, então é uma das linhas de pesquisa mais importantes. Nós, astronautas, sempre temos a expectativa de que o trabalho que fazemos lá em cima possa promover benefícios para quem está na Terra, seja na forma de novos fármacos ou em novas tecnologias.

Medicando -Em 2006, você conduziu a Missão centenário, primeiro voo espacial tripulado brasileiro, e levou diversos experimentos nacionais à Estação Espacial internacional. Algum deles tinha potencial médico?

Pontes -Sim, o mais interessante nesse sentido foi um experimento chamado DRM, DNA Repair in Microgravity, projetado pelo Dr. Marcelo Sampaio, do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais], e pelo Dr. Heitor Evangelista da Silva, da UERJ [Universidade Estadual do Rio de Janeiro]. O objetivo dele era estudar como funciona o mecanismo biológico que corrige as mutações que emergem naturalmente no DNA, como parte das falhas no processo de replicação celular. No caso, os cientistas usaram bactérias, que foram induzidas a sofrer mutações pela presença de radiação, para tentar verificar os efeitos da microgravidade sobre o processo. Embora seja um estudo inicial, feito com micróbios, o foco é muito interessante, porque sabemos que muitos cânceres surgem por falhas nesse mecanismo de reparo natural do DNA. Então, entender como ele funciona e descobrir maneiras de protegê-lo e aumentar sua eficácia é uma linha de pesquisa muito promissora. Tanto que, depois da missão, teve gente da Nasa interessada nos resultados.

Medicando - E se existe tanto potencial, por que a indústria farmacêutica não usa mais esse recurso para desenvolver novos medicamentos?

Pontes -Infelizmente, a despeito do imenso potencial, o uso é pequeno mesmo. E isso acontece basicamente porque custa muito dinheiro levar qualquer coisa ao espaço. E a indústria farmacêutica é um negócio: ela busca as soluções mais baratas para produzir novas drogas, e certamente o espaço, embora possa conduzir a resultados espetaculares, custa caro demais para que o investimento possa ser recuperado com a venda dos medicamentos que brotarem de lá. Por isso as pesquisas espaciais precisam ser financiadas pelo governo. É o único que tem a capacidade de fazer investimentos antieconômicos, pelo bem da sociedade. E, nos Estados Unidos, eles têm um objetivo bem claro de transformar a Estação Espacial Internacional num laboratório público convencional, de forma a aumentar o acesso a ele para pesquisas. O problema é que eles também andam com dificuldades de aces-so à estação, com o fim do programa dos ônibus espaciais e o tempo que vai levar até que uma espaçonave substituta fique pronta. Mas é certo que o futuro é promissor para as pesquisas médicas no espaço, principalmente se as promessas de redução de custo do transporte espacial se cumprirem nos próximos anos.

Revista medicando 

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Pessoas que dormem mais tarde têm mais pesadelos

 


A prática de dormir mais tarde pode trazer problemas

As pessoas que dormem mais tarde correm mais riscos de terem pesadelos, segundo um estudo desenvolvido na Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Cerca de 80% dos adultos têm pelo menos um pesadelo por ano, sendo que 5% dessas pessoas têm sonhos ruins mais de uma vez por mês.

Para esse novo estudo, publicado no periódico Sleep and Biological Rhythms, 264 universitários foram entrevistados quanto a hábitos de sono e frequência de pesadelos. Os sonhos ruins foram classificados como sonhos associados a medo, ameaça ou terror.

Os estudantes foram divididos entre pessoas que preferiam a noite e pessoas que preferiam a manhã. Pessoas dos dois grupos indicaram em uma tabela a frequência com a qual elas tinham pesadelos de acordo com uma pontuação entre zero e quatro. As pessoas que preferiam a noite tiveram uma média de 2,10 pontos, sendo que a média das pessoas que preferiam as manhãs foi de 1,23 pontos.

Os pesquisadores não sabem exatamente porque pessoas que dormem mais tarde têm mais pesadelos. Uma explicação possível é que esses indivíduos têm mais chances de terem estilos de vida estressantes e também distúrbios de humor. Outra explicação está ligada ao fato de que pessoas que preferem a noite tinham maior facilidade de se lembrarem dos seus sonhos.

O hormônio do estresse, o cortisol, também pode estar envolvido. Alterações em horários de sono podem fazer com que a pessoa esteja dormindo quando os níveis do hormônio estiverem elevados, causando sonhos ruins vívidos.

Para os cientístas, é importante que mais estudos sejam desenvolvidos sobre as origens dos pesadelos, para que seja possível fazer com que eles sejam menos frequentes ou até mesmo desapareçam.

Redação, com Agências internacionais

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Cresce o número de derrames em adultos com menos de 40 anos em São Paulo

 


O número de pessoas vítimas de Acidente Vascular Cerebral ( AVC) ou Acidente Vascular Encefálico (AVE), atendidas nas rede pública de hospitais do estado de São Paulo aumentou, passando de 36,1 mil internações, em 2009, para 38, 9 mil, em 2010. O levantamento da Secretaria de Estado da Saúde apontou que 14% dos pacientes estão na faixa entre 30 e 49 anos. O levantamento da Secretaria de Estado da Saúde apontou que 14% dos pacientes estão na faixa entre 30 e 49 anos

 O total de internações nessa faixa etária somou 5,5 mil. A maioria dos casos ainda ocorre entre a população com idade acima de 70 anos, com 15,9 mil internações seguida pelos pacientes entre 50 e 59 anos, com o registro de 7,3 mil atendimentos.

 No entanto, por meio de nota, o neurologista Reinaldo Teixeira Ribeiro alertou que “os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo”.

 Na avaliação dele, o modo de vida urbano tem favorecido o aparecimento de pessoas mais estressadas, sedentárias, com o consumo de alimentos ricos em gorduras, o que faz com que elas fiquem acima do peso e sujeitas a sofrerem pressão alta e diabetes.

 De acordo com o médico, as principais causas dos derrames são hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente como pressão alta), diabetes mellitus (níveis altos de açúcar no sangue), dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse.

 Ele recomenda que para evitar esses fatores de riscos, as pessoas devem se dedicar a prática regular de atividades físicas e ter uma alimentação balanceada. O neurologista salientou que o socorro imediato é importante. Para ajudar a identificar se a pessoa está sofrendo um AVC, ele citou que, normalmente, são situações em que de repente a vítima fica com a boca torta para um lado, tem o braço e pernas dormentes, pesados e com dificuldade para mover-se ou falar.

Correio Do Brasil por redação 3/9/2011 15:08,

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Avecerização Social

 


Por Daniel Chutorianscy   


O Acidente Vascular Cerebral, ou “derrame”, é a doença que mais mata no Brasil; 250.000 pessoas morrem a cada ano; 1 milhão de sequelados a cada ano, que se tornam “invisíveis” para a sociedade. Em cada três pessoas que morrem no Brasil por problemas no coração, dois são por AVC.


As causas mais freqüentes do AVC clínico são: indústria do fumo, indústria do álcool, agronegócios (o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, com cerca de 5 kg. por pessoa/ano), transgênicos em quantidade industrial, hipertensão, diabetes, sal caseiro e industrializado.


A população não dispõe de informação, prevenção, medicamentos adequados, reabilitação. Assim, torna-se um dramático e gravíssimo quadro de Doença Pública.


O princípio básico do Direito é a vida. A Medicina trata das doenças. A Saúde quem promove é a Justiça Social. E a avecerização social?


Parece que as elites consideram que todos nós tivemos um AVC, com perda de equilíbrio, tonteira, perda parcial ou total da consciência, dificuldade na fala e expressão...


Parece que não temos nenhuma informação, não somos capazes de discernir a realidade e nem podemos mudar essa trágica realidade. O pressuposto é que não temos nenhuma noção do real, e nem vamos ter.


O modelo em que vivemos, o modelo capitalista, está e é totalmente contaminado. Está caminhando para uma grande barbárie social. Segundo este modelo, quanto mais avecerização social, melhor para os engenhosos negócios do “tirar mais, bem mais, e pagar muito menos”. O pressuposto de quanto mais perda de equilíbrio na questão salarial, com déficits e dívidas cada vez mais altos, melhor para o famigerado lucro, que ceifa mais vidas que o próprio “derrame”.


O pressuposto de tonteira é responsabilidade das produções de espetáculos e megaespetáculos midiáticos, produzidos pelos “adestradores” ou “amestradores” regiamente pagos pelos grandes patrões, os megaempresários multinacionalizados que embolsam o que era devido para a Saúde, a Educação, para o homem do campo, para os salários, para os direitos humanos. E as dívidas e os pagamentos desta festa caríssima crescem assustadoramente


O pressuposto de perda parcial ou total da consciência inicia-se com os “arcos do triunfo” de uma corrupção generalizada, pois a premissa básica do modelo capitalista é a corrupção, a sedução, a compra e venda a qualquer preço de “benesses”, no qual “o mais forte vence, a qualquer preço”. É a lei “do mais forte”, melhor dizendo, do mais corrupto.


O pressuposto da dificuldade de fala e expressão provém da manipulação das leis pelas elites, pois as leis foram feitas para elas, em nome delas. E se por acaso alguma coisa não sair bem, mudam-se as leis para beneficiá-las mais ainda. E se ainda não for suficiente, cria-se então uma guerra, o apanágio do capitalismo vigente para mostrar sua força, rapinagem, seu desprezo à vida e adoração à conquista de lucros e bens.


Estamos vivendo uma guerra não declarada , a avecerização social está mais do que presente, com toda sua força e destruição, subsidiada pelo AVC clínico ou “derrame” que continua matando, e matando com a total omissão dos “donos” do poder.


O princípio básico do Direito é vida com dignidade e bem-estar. A Saúde é quem promove a Justiça Social, combatendo a injustiça, os privilégios, a arrogância, a prepotência.


As mudanças dos pressupostos básicos trarão certamente um aumento expressivo dos índices de um melhor viver.


E para a Medicina, deixamos o tratamento do AVC clínico, com informação, prevenção, medicamentos adequados e reabilitação em todas as Unidades de Saúde do Brasil.


Daniel Chutorianscy é médico.

E-mail: trenzinhocaipira(0)vnet.com.br

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Razões para dormir e despertar cedo...

 


Das 21 às 23:00: É o horário em que o corpo realiza atividades de eliminação, químicos desnecessários e tóxicos (desintoxicação), mediante o sistema linfático do nosso corpo. Neste horário do dia devemos estar num estado de relaxamento, escutando música, por exemplo.
Geralmente a estas horas mamães realizam atividades, tais como, limpar a cozinha, monitorar  que tudo esteja pronto para o dia seguinte, etc., atividades que causam falta de relaxamento, o que  gera um efeito negativo para a saúde.

Das 23 - 01:00am: o corpo realiza o processo de desintoxicação do fígado, e idealmente deve ser processado num estado de sono profundo.

Durante as primeiras horas da manhã 1:00 - 3:00: processo de desintoxicação da vesícula biliar, idealmente deve suceder também num estado de sono profundo.

De madrugada 3:00 - 5:00: desintoxicação dos pulmões. É por isso que por vezes neste horário se produzem fortes acessos de tosse. Quando o processo de desintoxicação atinge o trato respiratório, é melhor não tomar medicamentos para a tosse, já que interferem no processo de eliminação de toxinas.

Manhã 5:00 as 7::00: desintoxicação do cólon.  É o horário de ir ao banheiro para esvaziar o intestino.  

Durante a Manhã de 7:00 - 9:00: absorção de nutrientes no intestino delgado. É o horário perfeito para tomar o café da manhã. Se estiver doente o café da manhã  deve ser tomado mais cedo: antes das 6:30 am.

A primeira refeição antes das 7:30am é benéfica para aqueles que querem manter-se em forma.

Os que não têm por hábito alimentar-se logo cedo, devem tentar mudar o hábito, sendo menos prejudicial realizá-lo entre as 9:00 e as 10:00 em vez de ficar a manhã completa sem comer.  

Dormir tarde e despertar tarde interromperá o processo de desintoxicação de químicos desnecessários ao seu organismo. Além disso, você deve ter em conta que das 00:00 às 4:00 am é o horário em que a medula óssea está produzindo sangue. Então, procure dormir bem e não deitar tarde. 

CUIDE DA SUA SAÚDE!
Viva a vida com limites!

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Por Dentro Do Cérebro

 


Entrevista Com Paulo Niemeyer Filho, Neurocirurgião

O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças como o mal de Parkinson e como evitar aneurisma e perda de memória.

E projeta, ainda, o futuro próximo, quando boa parte do sistema neurológico estará sob controle do homem.

Chegar à casa do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, no alto da Gávea, no Rio de Janeiro, é uma emoção. A começar pela vista deslumbrante da cidade, passando pelos macacos que passeiam pelos galhos até avistar as orquídeas que caem em pencas das árvores, colorindo todo o jardim.

Ou seja: a competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores. E são muitas.

Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da
micro neurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente.

Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a
Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres.

De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. Ao todo, sua formação levou 20 anos de empenho absoluto.


Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia na PUC - Rio.

Por suas mãos já passaram o músico Herbert Vianna - de quem cuidou em 2001, depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio -, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader e, mais recentemente, o diretor de televisão Estevão Ciavatta - marido da atriz Regina Casé que, depois de um tombo do cavalo, recupera-se plenamente -, além de centenas de outros pacientes, muitos deles representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.

Revista Poder: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?

Paulo Niemeyer: Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.

Poder: Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?

Paulo Niemeyer: A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual. Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista..

Poder: O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de marcapasso do cérebro?

Paulo Niemeyer: Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson. Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára. Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral.Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.

Poder: O que se conhece do cérebro humano?

Paulo Niemeyer: Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado.

Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. Por que um clone jamais será igual ao original?

Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.

Poder: Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade, e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com remédios.. Qual é sua opinião?

Paulo Niemeyer: Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem. Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam trancados num quarto escuro e quando faziam a cirurgia se livravam da depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente psíquicos,emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.

Poder: Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?

Paulo Niemeyer: Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o controle, ainda.

Poder: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?

Paulo Niemeyer : Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a auto estima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a auto estima no ponto.

Poder: Cabeça tem a ver com alma?

Paulo Niemeyer: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

Poder: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

Paulo Niemeyer: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

Poder: Você acha que a vida moderna atrapalha?

Paulo Niemeyer: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

Poder: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

Paulo Niemeyer: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

Poder: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

Paulo Niemeyer: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

Poder: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

Paulo Niemeyer: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é?

Poder: Você não vê contra-indicações na manipulação dos processos naturais da vida?

Paulo Niemeyer: O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai criar novas soluções, ele também trará novos problemas. Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter, até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem. Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas, como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para frente que serão éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.

Poder: Você acredita que na hora em que as pessoas puderem decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo, as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?

Paulo Niemeyer: Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema: todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado. Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos. Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.

Poder: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

Paulo Niemeyer: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Poder: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa não querer fazer?

Paulo Niemeyer: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência, e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto. Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor. De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas. É muito difícil, a gente tem de respeitar muito.

Poder: Como é o seu dia a dia?

Paulo Niemeyer: Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório. Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres. Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente. O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então, é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)

Poder: Você é workaholic?

Paulo Niemeyer: Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado. Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com aquela pressão, aquele elástico esticado.

Poder: Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?

Paulo Niemeyer: É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender. Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.

Poder: Como você lida com as famílias dos seus pacientes?

Paulo Niemeyer: Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico. O médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia, você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.

Poder: Você acredita em Deus?

Paulo Niemeyer: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando você acaba de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo". Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.

Poder: Como você relaxa?

Paulo Niemeyer: Estudando. A coisa que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto.

Poder: E o que gosta de ler?

Paulo Niemeyer: Sobre medicina ou história. Agora estou lendo um livro antigo, chamado Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, no qual ele compara a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute por que os Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um enriquecimento e um progresso tão rápidos. Por que um país se desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.

 

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