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"QUE BOM TE VER VIVA"

Nesse misto de documentário e ficção, a resposta tem duas versões: a loucura e a sobrevivência. Quem enlouquece, tem direto à internação e ao isolamento. De quem sobrevive, cobra-se o esquecimento. A tortura fica em segundo plano. A sociedade reduz tudo ao silêncio - mas a ex-presa sabe que, mesmo em silêncio, terá que conviver por toda a vida com a experiência por que passou.

O filme aborda a tortura durante o período de ditadura no Brasil, mostrando como suas vítimas sobreviveram e como encaram aqueles anos de violência duas décadas depois. "Que Bom Te Ver Viva" mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima, interpretada pela atriz Irene Ravache, alinhavado os depoimentos de oito ex-presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura.

Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido lúcidas à experiência de tortura. Para diferenciar a ficção do documentário, Lúcia Murat optou por gravar os depoimentos das ex-presas políticas em vídeo, como o enquadramento semelhante ao de retrato 3x4; filmar seu cotidiano à luz natural, representando assim a vida aparente; e usar a luz teatral, para enfocar o que está atrás da fotografia - o discurso inconsciente do monólogo da personagem de Irene Ravache.

Ficha TécnicaTítulo original: Que Bom Te Ver Viva
Gênero: Semi-Documentário
Duração: 100min.
Lançamento (Brasil): 1989
Distribuição: Embrafilme
Direção:
Lúcia Murat
Roteiro: Lúcia Murat
Assistente de Direção: Adolfo Orico Rosenthal
Produção: Lúcia Murat
Direção de Produção: Kátia
Co-produtor: Maria Helena Nascimento
Direção de Fotografia: Walter Carvalho
Co-produção: Taiga Produções Visuais e Fundação do Cinema Brasileiro
Música Original: Fernando Moura
Trilha Sonora: Aécio Flávio
Arranjos: Aécio Flávio
Som direto: Heron Alencar
Mixagem: Roberto Leite
Direção Artística: Adolfo Orico Rosenthal
Cenografia: Beatriz Salgado
Figurinos: Beatriz Salgado
Montagem: Vera Freire

ASSISTA:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hIgeT6jsxIU&gl=BR


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Não  perca  a  exposição  virtual  do arquivo Edgard Leuenroth com fotos e cartazes extraídos  da  coleção  da  própria instituição, referentes ao movimento pela anistia, ditadura  militar,  repressão, etc.Trata-se de uma mostra comemorativa aos 30 anos da anistia política brasileira, e as imagens são preciosidades que merecem ser vistas. Segue o link:

Trinta anos de anistia: Edgard Leuenroth - exposição virtual.


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Exposição  no  antigo  Deops  mostra  luta  política  na  ditadura.  No ano em que se comemora  os  30  anos  da Lei da Anistia, Memorial da Resistência relembra anos de chumbo 

Carolina Spillari, do estadão.com.br

SÃO PAULO -  Até  18  de  outubro,  o  Memorial da Resistência, no antigo prédio do Departamento  de  Ordem  Política e Social (Deops), na região central de São Paulo, expõe  a  mostra "A  luta  pela Anistia  -  1964 -  ?". A interrogação representa três lacunas  que  ainda  persistem,  passados 30 anos da anistia política: os arquivos da ditadura  ainda  não  foram  abertos, os corpos de ex-presos e perseguidos políticos continuam  na  obscuridade, sem identificação e sem serem devolvidos às famílias e, ao contrário de Argentina e Chile, não houve punição dos responsáveis por torturas, prisões  não  autorizadas,  sequestros, assassinatos, ocultação de cadáveres, entre outros crimes.  
As  reflexões,  com  fotografias,  textos  e  até  celas (na exposição permanente do Memorial  da  Resistência)  reconstituídas  tal  como  eram  no  período, relembram a anistia, marcada por um acordo que pôs fim às perseguições políticas e ao cerceamento da liberdade.
 
Na mostra, podem ser vistos materiais de imprensa como jornais, folhetos, cartazes, cartilhas, livros, fotos e documentos gerados pelos órgãos de repressão política que mostram como se deu a perseguição a todo cidadão que insinuasse algum tipo de ameaça àquele regime.
 
A  seleção  dos  materiais  foi  feita  pelo  curador da mostra, o jornalista e ex-preso político,  Alipio  Freire.  De  acordo  com  ele,  apesar  de  passados  24  anos que a ditadura  acabou,  com  a eleição do primeiro presidente civil, o Brasil ainda hoje não conta com  uma democracia legítima, já que sem a abertura de todos os arquivos da ditadura,  a  entrega  de  todos  os  corpos  de  desaparecidos  e  a  punição  dos responsáveis,  a  sociedade  ainda  continua  respaldando  uma era em que o uso da força foi a prática mais comum.
 
Durante  os  cinco  anos  em  que  esteve preso em presídios como o Tiradentes e o Carandiru,  ambos extintos, o próprio Deops, e DOI-Codi na Rua Tutóia, Freire sofreu todo o tipo  de tortura. Além disso, havia aqueles torturadores que sentiam prazer e eram  estimulados  pelos  superiores  a  usar  técnicas  de  tortura.  "As atrocidades continuam sendo praticadas, só nos resta lutar por um mundo mais justo e humano", diz,  em  referência  ao fato de os presos comuns continuarem sendo torturados nas prisões brasileiras.
 
O poder dado a cada militar, irrestritamente, pode ter ocasionado o enfraquecimento do regime,  afirma o  professor de Ética da USP, Renato Janine Ribeiro. "O Jornalista Elio Gaspari, autor de uma série de livros sobre o regime, defende a tese da anarquia militar,  na  qual  cada  torturador, sargento ou coronel fazia o que queria", diz. Com isso,  o controle  do  poder  central  sobre esses grupos ficava fragilizado. "Cada um interpretava  do  seu  jeito.  Ninguém  prestava  contas  dos  seus  atos",  reforça. Desaparecer com um desafeto era o mais comum.
 
Celas reconstituídas
 
O  período  militar também pode ser conhecido ou relembrado na mostra permanente do  Memorial  da Resistência. O prédio, hoje reformado, que foi construído por Ramos de  Azevedo,  inaugurado em 1914, abrigou o antigo Deops, reformado na década de 90.  Com  as  modificações  na  construção,  as  condições  em  que os presos eram mantidos não podem ser conhecidas em sua totalidade.
 
Para  aproximar  o  visitante à realidade do período militar, uma das celas reproduz o espaço  físico tal  como foi na época. O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos  (Condepe)  e  ex-preso  político,  Ivan Seixas,  conta  que  a  peça  foi reformada  para  retratar  ao máximo o cárcere original, já que as condições originais do edifício  não foram preservadas, a fim de manter a história do local. Uma maquete do antigo prédio no Memorial mostra como os espaços foram modificados.
 
Ivan  foi  preso  aos 16 anos e permaneceu 6 anos detido, sem existir legalmente na relação  dos  presos.  O  pai,  Joaquim  Seixas,  operário  e  membro  do  Movimento Revolucionário  Tiradentes,  foi  morto  ao  ser  torturado. "Vivíamos  um período que vigoravam  três  leis em que qualquer cidadão  podia ser enquadrado: a de greve, de imprensa e a eleitoral", relembra.
 
Na  inha  do  tempo -  um  espaço  do  Memorial  que  já abrigou celas - constam os principais  acontecimentos do século XX e começo do XXI. Lá é possível observar as datas  e as propostas dos Atos Institucionais que começaram a ditar o tom militar, a começar  pelo  primeiro - que previa eleições indiretas, suspensão de funcionamento de  estabelecimentos  públicos  e imunidade parlamentar - e culminou com o número cinco -  o  AI-5,  de  1968,  que  suspendeu  as  garantias  constitucionais  e  foi considerado o maior ato repressivo do governo da época, dirigido pelo general Garrastazu Médici.
 
Recursos  audiovisuais  também  são  utilizados  para  reavivar  a  memória  dos que viveram  à  época,  e  mostrar aos que não viveram um pouco da coerção pela força praticada pelo regime.
 
A  exposição  custa  R$ 6  e  R$ 3  para  estudantes.  A entrada é gratuita a grupos escolares. O agendamento de visita é feito pelo (011) 3324-0943 e 3324-0944. Para aproximar os alunos daquela realidade os monitores criam hipóteses e situações para os  estudantes  entenderem  como  se dava a limitação de ação e comunicação dos perseguidos.

De sábado a entrada é gratuita para todos. O horário de funcionamento é das (10h às 17h30), de terça-feira a domingo.



ANISTIA POLÍTICA TRINTA ANOS DEPOIS  Por Sergio Muylaert


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                  http://www.fpabramo.org.br/portal/ 


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de luta dos trabalhadores.Salas de CINEMA, etc. 

 http://www.armazemmemoria.com.br/cdroms/videotecas/MST/index.htm


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Lutas Históricas e Contemporâneas


A  Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subsede  Bauru,  a  Comissão  de  Direitos  Humanos,  Cidadania e Legislação Participativa  da  Câmara  Municipal  e  a  Secretaria  Municipal  de  Cultura realizam,  de  24  a  29  de  agosto,  a  “Semana  de  Direitos  Humanos:  Lutas Históricas  e  Contemporâneas”,  no  auditório  da  Casa  do  Advogado  e Cidadania.  As  inscrições  já podem ser realizadas e o evento é aberto à toda comunidade.

No  dia  24,  o  evento  tem início com palestras de Ivan Seixas, presidente do Conselho  Estadual  de  Defesa  dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), e de  Luiz  Gonzaga  Dantas,  ouvidor-geral da Polícia do Estado de São Paulo. O tema  é  “Direitos Humanos  na Atualidade”. Já no dia 25, os convidados João Jabbour,  gerente  de  produtos  editoriais  do  JC,  Alípio Freire,  jornalista  e escritor,  e  ainda  Juliano Maurício, professor da pós-graduação em TV Digital da Unesp-Bauru, vão discutir a “Imprensa e os Direitos Humanos”.

Os  “30  anos  da  Lei  da Anistia” serão debatidos no dia 26 por José Ibrahim, líder  metalúrgico  de  Osasco,  e  Raphael  Martinelli,  presidente  do  Fórum Permanente  dos  Ex-Presos  e  Perseguidos Políticos de São Paulo. No dia 27, Gilberto  Truijo,  presidente  da  Comissão  de  Direitos  Humanos  da  OAB, Clodoaldo Meneguello, professor da Unesp, e o vereador Roque Ferreira, que preside comissão no Legislativo, discutem sobre o tema “Bauru e os Direitos Humanos”.

No  dia  de  encerramento,  a  OAB  e  a  Cultura  vão  entregar  prêmios  a bauruenses  que  atuaram  na  causa  em  suas  trajetórias. No sábado, às 10 horas, haverá palestra com João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart.  A  premiação  da  OAB  será  composta  por dois momentos: o troféu Gastão de  Moura  Maia Filho, juiz aposentado pela ditadura militar, destinado à pessoa física, e o troféu Sérgio Vieira de Mello, embaixador brasileiro morto no Iraque, destino à pessoa jurídica. Os premiados ainda serão escolhidos por comissão.

Já  o  Prêmio  Cultura  dos  Direitos  Humanos  será  entregue  para  Antonio Pedroso  Júnior,  Milton  Dota  e  Clovis  Petit,  que  foram  escolhidos  pela Secretaria Municipal de Cultura
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De 24 a 29 de agosto , as 19 horas;. no Auditório da OAB-Bauru

Inscrições abertas na secretaria, Av. Nações Unidas, 30-30 - Fone (14) 3227-3636 

Programa:

24 - Direitos Humanos na Atualidade     

Ivan Seixas, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).     

Luiz Gonzaga Dantas, ouvidor-geral da Polícia do Estado de São Paulo.

25 - Imprensa e os Direitos Humanos     

João Jabbour, gerente de produtos editoriais do Jornal da Cidade (Bauru).     

Alípio Freire, jornalista e escritor     

Juliano Maurício, professor da pós-graduação em TV Digital da Unesp-Bauru. 

26 - 30 anos da Lei da Anistia      

José Ibrahim, líder metalúrgico de Osasco.      

Raphael Martinelli, presidente do Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo. 

27 - Bauru e os Direitos Humanos     

Gilberto Truijo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Bauru. 

Clodoaldo Meneguello, professor da Unesp.      

Roque Ferreira, vereador e presidente da Comissão de Direitos Himanos da Câmara Municipal de Bauru. 

28 - Encerramento     

Entregar prêmios a bauruenses que atuaram na causa em suas trajetórias.      

29 - às 10 horas
       Palestra com João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart. 


 

 

 

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